Trambolhão de 2,4% da economia portuguesa vai exigir «esforço interno muito superior», avisa Costa

O primeiro-ministro, António Costa, alertou esta sexta-feira que a contracção do Produto Interno Bruto (PIB) vai exigir um «esforço interno muito superior».

Ana Rita Rebelo

O primeiro-ministro, António Costa, alertou esta sexta-feira que a contracção do Produto Interno Bruto (PIB) vai exigir um «esforço interno muito superior».

O PIB nacional registou, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, uma quebra de 2,4% de Janeiro a Março deste ano, em relação ao período homólogo. «O Produto Interno Bruto, em termos homólogos, diminuiu 2,4% em volume no 1.º trimestre de 2020, após o aumento de 2,2% no trimestre anterior», refere o INE, numa estimativa rápida divulgada esta sexta-feira, sublinhando que «a contracção da actividade económica reflecte o impacto da pandemia Covid-19 que já se fez sentir significativamente no último mês do trimestre».

Segundo António Costa, a recuperação de Portugal estará, no entanto, condicionada ao ritmo de recuperação da própria Zona Euro e «do conjunto de países que são parceiros económicos importantes», nomeadamente Espanha.

«Estávamos a acelerar a retoma da actividade económica e a partir de Março tudo se alterou de forma radical», lamentou o chefe do Governo, salientando que «aumentámos já muito significativamente o desemprego em Portugal ao longo destas últimas semanas».

Assim, António Costa defendeu que «é muito importante» termos «sucesso» nesta fase de desconfinamento, lembrando que temos de ser capazes de o fazer «sem descontrolar a pandemia ou pôr em causa a saúde dos portugueses» e «retomando a actividade económica, para que o desemprego não continue a crescer e a actividade económica a cair».

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O governante lembra que «já vencemos outras crises» no passado e que «saímos de uma há pouco tempo». «Houve 70 mil empregos perdidos, mas estamos longe da perda dos 350 mil» há cinco anos, lembrou. «Não vamos ter este ano o superavit orçamental que esperávamos ter, mas vamos ter um défice acomodável nas finanças publicas.»

Portugal contabiliza, neste momento, 1.190 vítimas mortais associadas à Covid-19, mais seis do que na quinta-feira, e 28.583 infectados, mais 264, segundo o boletim epidemiológico divulgado esta sexta-feira pela Direção-Geral da Saúde.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a partir de dados oficias, a pandemia do novo coronavírus já provocou mais de 302 mil óbitos dos mais de 4,4 milhões de infectados em 196 países e territórios. Mais de 1,5 milhões de doentes foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

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A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

*Última actualização a 20:04

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