Um funcionário de um armazém de logística da Amazon no estado norte-americano do Indiana morreu na sequência de infecção por COVID-19. A informação foi avançada por fontes do Business Insider e entretanto confirmada pela própria gigante de comércio electrónico, segundo adianta o The Verge. São já sete os trabalhadores da Amazon a sucumbir ao novo coronavírus.
A primeira pessoa infectada foi conhecida em Abril, depois de um colaborador ter divulgado uma fotografia que mostrava responsáveis da Amazon amontoados numa pequena mesa. A empresa comprometeu-se a investigar a situação e, dias depois, surgiu o primeiro caso confirmado.
De acordo com o The Verge, o número total de vítimas mortais poderá ser mais elevado. Segundo esta publicação, o processo da Amazon relativamente à notificação dos trabalhadores faz com que seja difícil conhecer o número certo: alguns funcionários do centro de distribuição IND8 souberam da morte do colega através de rumores. «Eles não iam dizer nada se as pessoas não começassem a fazer perguntas», afirma um trabalhador.
A Amazon tem sido evasiva quando confrontada com o tema, recusando-se a indicar quantos dos seus funcionários foram diagnosticados ou faleceram devido ao novo coronavírus. Dave Clark, senior vice president Operations da Amazon, já afirmou mesmo (em entrevista ao programa “60 Minutos”) que as estatísticas sobre infecções não são dados particularmente úteis.
Porta-voz da Amazon garante que a companhia soube da mais recente morte a 30 de Abril e que notificou os colaboradores do edifício imediatamente. «Estamos tristes pela perda de um associado nas nossas instalações em Indianapolis», afirmou em comunicado.
Em Março, após críticas por parte dos trabalhadores, a Amazon decidiu passar a notificar os colaboradores sempre que um colega é diagnosticado com COVID-19: mensagens de texto ou chamadas automáticas dão a notícia. Porém, muitas vezes, os alertas dão indicação apenas de múltiplos novos casos em vez de informações concretas.













