Afinal, o que é um coach? E quais as empresas que precisam de um?

Em traços gerais, trata-se de uma figura que tem como missão ajudar a desenvolver e maximizar o potencial de outra pessoa ou organização.

Executive Digest

Coach tem sido uma buzzword ao longo dos últimos anos, que se estendeu entretanto a vários áreas da economia e da sociedade. Há coaches espirituais, coaches gastronómicos e até coaches de moda. Há também um segmento dedicado ao mundo dos negócios e que poderá ser útil para algumas empresas.

Mas o que é, afinal, um coach? Em traços gerais, trata-se de uma figura que tem como missão ajudar a desenvolver e maximizar o potencial de outra pessoa ou organização. A explicação é de Germán Antelo, presidente da International Coach Federation (ICF) Espanha, segundo o qual um coach alavanca também talentos, forças e competências.



Num artigo publicado no jornal El Economista, o responsável explica que estes profissionais recorrem a uma metodologia e técnicas especfícas para levar os seus clientes numa viagem de reflexão e introspecção. O obejctivo é que, no fim deste processo, saibam exactamente quem são e o que querem alcançar.

Por outro lado, um coach não é um assessor ou consultor. Também não é um psicólogo e não diz o que fazer, já que acredita que as pessoas com quem trabalha são seres criativos e com recursos, que podem tomar decisões por si próprias. O trabalho do coach é contribuir para a criação de um espaço em que o cliente consiga chegar a essas conclusões.

E são os coaches importantes em tempo de crise? Germán Antelo diz que sim. «Os coaches são importantes em qualquer momento porque a vida está em mudança constante e os acontecimento sucedem de maneira muito rápida», afirma o especialista. Defende que não é preciso uma crise para se dar valor a esta profissão mas sublinha a sua mais-valia nestas alturas.

«Em momentos de crise ou mudanças, necessitamos de inspiração, de nos reinventarmos e de encontrar novas soluções que nos permitam descobrir novas maneiras de fazer as coisas», indica Germán Antelo. E é nestas situações que os coaches poderão ser particulamente úteis e eficazes, abrindo os horizontes a outras perspectivas ou estratégias.

O presidente da ICF Espanha indica ainda que qualquer tipo de empresa pode trabalhar com um coach: se se trata de uma companhia que muda muitas vezes e que não consegue consolidar-se, o coaching pode ajudar nesse sentido; por outro lado, uma organização já estabelecida poderá beneficiar de uma orientação que aponte a novos caminhos.

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