Centeno anuncia orçamento suplementar “até ao final do primeiro semestre”

Nesta entrevista à TSF,  Centeno admitiu ainda que a perda de receita vai ser muito mais elevada do que o valor das medidas que já existem, avançando mesmo que “vai ser muito próxima dos 10 mil milhões de euros até ao final do ano”.

Sónia Bexiga

O ministro das Finanças, Mário Centeno, em entrevista na manhã desta terça-feria à TSF, faz um ponto de situação sobre os grandes temas da atualidade, e anunciou a apresentação de um orçamento suplementar até ao final do primeiro semestre.

“Só presentamos orçamentos suplementares quando há uma necessidade inevitável e imperiosa, e acho que vamos ter essa necessidade. Mas por enquanto não temos”, afirmou o ministro das Finanças.



A apresentação do orçamento suplementar deverá acontecer, prevê o governante, “até ao final do primeiro semestre”.

 

Perda de receita de 10 mil milhões de euros

Sobre o Orçamento de Estado para 2021, o ministro avisa que no seu desenho “não podemos dar passos maiores do que a perna”.

Remontando às intenções do Governo nos tempos que antecederam a pandemia da covid-19, que passavam por exemplo por aumentos na função pública e uma reforma do IRS, o ministro admitiu que “algumas coisas terão de ser repensadas”.

Sobre a ausência de previsões macroeconómicas no Programa de Estabilidade – justificada com a imprevisibilidade da situação atual – e que contrasta com a opção do FMI ou da Comissão Europeia que avançaram com estimativas, Centeno lembra que “há uma pequena diferença: eles não governam”.

Nesta entrevista à TSF,  Centeno admitiu ainda que a perda de receita vai ser muito mais elevada do que o valor das medidas que já existem, avançando mesmo que “vai ser muito próxima dos 10 mil milhões de euros até ao final do ano”.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.