Rentabilidade da habitação recua em Portugal e Lisboa é a menos atrativa para investidores

A rentabilidade bruta da habitação situou-se nos 6,2%, abaixo dos 6,9% registados no mesmo período de 2025 e dos 7,2% observados no segundo trimestre de 2024, segundo dados do idealista.

Executive Digest

Comprar casa em Portugal para colocar no mercado de arrendamento tornou-se menos rentável no segundo trimestre de 2026. A rentabilidade bruta da habitação situou-se nos 6,2%, abaixo dos 6,9% registados no mesmo período de 2025 e dos 7,2% observados no segundo trimestre de 2024, segundo dados do idealista.

A descida corresponde a uma quebra de 0,7 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre do ano passado e de 1 ponto percentual quando comparada com o mesmo período de 2024.

Apesar da redução da rentabilidade média nacional, há capitais de distrito onde o retorno do investimento em arrendamento continua acima da média. Castelo Branco e Vila Real lideram a tabela, ambas com uma rentabilidade bruta de 8,1%.

Logo a seguir surge Bragança, com 7,6%, seguida de Santarém, com 6,6%, Coimbra, com 6,4%, Leiria, com 6%, Évora, com 5,7%, Ponta Delgada, com 5,6%, Setúbal, com 5,4%, e Braga, com 5,3%.

Entre as capitais analisadas, Lisboa apresenta a rentabilidade mais baixa para quem compra casa com o objetivo de arrendar. Na capital, o retorno bruto situa-se nos 4,3%, abaixo de cidades como Porto e Faro, onde a rentabilidade é de 4,8%.

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Funchal apresenta uma rentabilidade de 5,2%, enquanto Aveiro e Viseu registam 5%. Estes valores colocam várias cidades médias acima dos maiores mercados urbanos em termos de retorno do investimento imobiliário para arrendamento.

Os dados mostram que os mercados onde comprar casa é mais caro tendem a oferecer menor rentabilidade bruta, mesmo quando as rendas também são elevadas.

Escritórios e lojas rendem mais do que habitação

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A análise do idealista comparou também a rentabilidade de outros segmentos imobiliários em Portugal. As lojas apresentam uma rentabilidade bruta de 8%, enquanto os escritórios oferecem 7,8%.

Ambos os segmentos superam a habitação, que se fica pelos 6,2%. Já as garagens apresentam uma rentabilidade inferior, de 5,1%.

Estes dados indicam que, no segundo trimestre de 2026, os ativos comerciais continuaram a oferecer retornos brutos superiores aos da habitação para arrendamento.

Para realizar esta análise, o idealista dividiu o preço de venda pelo valor de arrendamento solicitado pelos proprietários nos diferentes mercados durante o segundo trimestre de 2026.

O resultado corresponde à rentabilidade bruta que o arrendamento pode proporcionar ao proprietário de um imóvel. Segundo o idealista, estes dados permitem avaliar o estado atual do mercado e funcionam como ponto de partida para investidores que pretendam comprar ativos imobiliários com o objetivo de obter rendimento.

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