A taxa de rendibilidade das obrigações do Tesouro japonês a dez anos atingiu hoje os 2,9%, pela primeira vez desde 1996, impulsionada pelo receio de um recrudescimento da inflação na sequência das renovadas tensões no Médio Oriente.
O principal indicador das taxas de juro de longo prazo tem vindo a subir há meses, num contexto de preocupação dos investidores com os ambiciosos planos de despesa fiscal da primeira-ministra conservadora, Sanae Takaichi.
O aumento do rendimento dos títulos japoneses ocorre em paralelo com a depreciação persistente do iene, que hoje se situava em cerca de 162 unidades por dólar, o nível mais baixo desde a década de 1980, apesar da intervenção levada a cabo pelas autoridades japonesas em abril e maio, que teve apenas efeitos temporários.
As obrigações refletiram hoje as pressões inflacionistas na sequência da subida dos preços do petróleo bruto, depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter posto fim à trégua com o Irão e de ambos os países terem regressado aos confrontos no Médio Oriente.
Apesar da notícia, a Bolsa de Tóquio mantinha-se estável, com uma subida superior a 1% na sessão da tarde, a quase uma hora do fecho do mercado.




