OpenAI lança GPT-5.6 esta quinta-feira após revisão dos EUA por receios de segurança nacional

GPT-5.6 será disponibilizado em três variantes: Sol, Terra e Luna

Executive Digest

A OpenAI vai lançar publicamente esta quinta-feira o GPT-5.6, a sua nova família de modelos de inteligência artificial, depois de um atraso motivado por pedidos do governo dos Estados Unidos relacionados com preocupações de segurança nacional.

Segundo a ‘Reuters’, a empresa confirmou que o GPT-5.6 Sol, Terra e Luna ficará disponível esta quinta-feira, após ter limitado inicialmente o acesso a um pequeno grupo de parceiros selecionados, cujos dados foram partilhados com as autoridades americanas. A ‘Axios’ avançou que a Administração Trump autorizou o lançamento alargado depois de testes adicionais e reuniões entre responsáveis governamentais e a empresa.

A nova família de modelos chega num momento em que os Estados Unidos e a China disputam a liderança no desenvolvimento de sistemas de IA cada vez mais poderosos. Uma das principais preocupações das autoridades americanas é que modelos de última geração possam acelerar ciberataques sofisticados contra setores dependentes de infraestruturas tecnológicas antigas, complexas e interligadas.

Washington tem aumentado o escrutínio sobre o lançamento de modelos avançados, receando que a tecnologia seja utilizada por estruturas militares ou de informações da China, da Rússia e de outros países. De acordo com a ‘Reuters’, as autoridades chinesas também realizaram reuniões com grandes tecnológicas sobre a possibilidade de restringir o acesso externo aos modelos de IA mais avançados do país, incluindo sistemas ainda não lançados.

O GPT-5.6 será disponibilizado em três variantes: Sol, Terra e Luna. A OpenAI descreve o Sol como o modelo mais capaz da empresa até agora, com melhorias em tarefas de programação, investigação científica, biologia, cibersegurança e utilização de computador. A própria empresa afirma que o GPT-5.6 Sol é o seu modelo mais avançado para cibersegurança, mas sublinha que foi desenvolvido com as salvaguardas mais robustas já aplicadas aos seus sistemas.

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A versão Terra é apresentada como uma opção equilibrada para trabalho quotidiano, com desempenho competitivo com o GPT-5.5 e custo reduzido para metade. A versão Luna será a mais rápida e económica da família, orientada para utilização de menor custo.

Segundo a tabela de preços divulgada pela OpenAI, o GPT-5.6 Sol custará 5 dólares por milhão de tokens de entrada e 30 dólares por milhão de tokens de saída. O Terra terá um custo de 2,5 dólares por milhão de tokens de entrada e 15 dólares por milhão de tokens de saída, enquanto o Luna ficará nos 1 dólar por milhão de tokens de entrada e 6 dólares por milhão de tokens de saída.

A OpenAI tinha iniciado a prévia limitada do GPT-5.6 no final de junho, através da API e do Codex, apenas para parceiros e organizações consideradas de confiança. Na altura, a empresa afirmou que não considerava desejável que este tipo de processo de acesso governamental se tornasse a norma de longo prazo, mas disse estar a cooperar para poder lançar os modelos de forma mais segura.

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O caso da OpenAI surge em paralelo com o da Anthropic, que desativou temporariamente os seus modelos mais avançados, Mythos 5 e Fable 5, depois de uma ordem de controlo de exportações emitida pelo Governo dos Estados Unidos em junho. As restrições sobre o Fable foram levantadas depois de a empresa implementar salvaguardas adicionais, mas o Mythos, desenhado para profissionais de cibersegurança, continua com acesso mais limitado.

O caso mostra que a aprovação de modelos de IA de fronteira está a tornar-se uma negociação política e técnica em tempo real, envolvendo empresas, reguladores e preocupações estratégicas sobre segurança nacional.

Mais do que uma nova versão de um chatbot, o GPT-5.6 marca uma fase diferente na corrida da inteligência artificial. O lançamento mostra que os modelos mais poderosos deixaram de ser apenas produtos tecnológicos: passaram a ser também ativos geopolíticos, avaliados pelo que podem fazer pelos utilizadores, mas também pelo que podem permitir a Estados, empresas e potenciais atacantes.

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