Julho continua a ferver: calor intenso mantém-se esta semana em Portugal

De acordo com o IPMA, a onda de calor deverá prolongar-se por oito a dez dias e atingir praticamente todo o país, com exceção de alguns locais do litoral oeste e sul

Francisco Laranjeira

Portugal entra esta segunda-feira numa nova semana marcada pelo calor intenso, depois de um fim de semana que deverá ter concentrado o pico da atual onda de calor em várias regiões do país. A tendência para os próximos dias aponta para temperaturas ainda muito elevadas, noites tropicais e possibilidade de alguma instabilidade localizada, sobretudo no Interior.

De acordo com o IPMA, a onda de calor deverá prolongar-se por oito a dez dias e atingir praticamente todo o país, com exceção de alguns locais do litoral oeste e sul. O Instituto sublinhou que a principal marca deste episódio não está apenas nos valores máximos, mas na duração prolongada do tempo muito quente, com temperaturas elevadas durante vários dias consecutivos.

A situação resulta da ação conjunta de um anticiclone centrado a noroeste da Península Ibérica, prolongado em crista até às ilhas Britânicas, e de uma depressão no norte de África. Esta configuração favorece o transporte de ar muito quente e seco para Portugal continental, mantendo o país sob uma massa de ar de origem africana.

As temperaturas máximas deverão continuar muito altas na generalidade do território, com valores que podem voltar a situar-se entre 35ºC e 44ºC em várias regiões. As noites também continuarão difíceis, com mínimas acima dos 20ºC em muitos locais e valores entre 25ºC e 28ºC em algumas zonas, incluindo áreas urbanas como a Grande Lisboa.

Segundo a análise do ‘Tempo.pt’, a massa de ar muito quente deverá manter-se sobre Portugal continental até meados da semana, com a atual onda de calor a prolongar-se previsivelmente até aos dias 8 ou 9 de julho. A partir daí, o padrão atmosférico poderá começar a alterar-se, com a instalação de um bloqueio escandinavo que deverá marcar grande parte do restante mês.

Continue a ler após a publicidade

Essa mudança não significa necessariamente o fim do calor. A presença de altas pressões no norte e centro da Europa poderá continuar a favorecer temperaturas muito elevadas em várias zonas do continente europeu, incluindo Portugal. Ao mesmo tempo, a passagem temporária de bolsas de ar mais frio em altitude poderá aumentar a instabilidade e abrir a porta a aguaceiros, trovoadas e, pontualmente, granizo em algumas áreas do continente.

A ‘Luso Meteo’ aponta também para um mês de julho tendencialmente muito quente e seco em Portugal continental, com possibilidade de um alívio temporário a meio do mês, mas sem afastar a hipótese de uma nova vaga de calor intensa depois dos dias 18 a 20. A previsão de médio prazo continua, porém, sujeita a incerteza, sobretudo quanto à posição exata das altas pressões e das bolsas de ar mais frio.

O risco de incêndio rural deverá manter-se elevado, num contexto de tempo quente e seco. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil tem um aviso ativo para perigo de incêndio rural, referindo que o IPMA prevê tempo quente e seco nos próximos dias, com agravamento do risco.

Continue a ler após a publicidade

A recomendação central mantém-se: acompanhar as atualizações do IPMA e da Proteção Civil, evitar comportamentos de risco e reduzir a exposição ao calor nas horas de maior intensidade.

Nas ilhas, o cenário deverá ser diferente. A Madeira deverá manter tempo estável, seco e quente para a época, sob influência das altas pressões. Nos Açores, a previsão aponta para um padrão mais variável e húmido ao longo do mês, com períodos de maior nebulosidade e possibilidade de alguma precipitação ocasional, embora sem sinal de risco imediato significativo.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.