Covid-19. As datas-chave para perceber o impacto do regresso à «normalidade»

O desconfinamento deverá resultar num aumento do número de novos casos de Covid-19 no país, mas o desconfinamento só agora começará a produzir efeitos com maior intensidade.

Executive Digest

O desconfinamento deverá resultar num aumento do número de novos casos de Covid-19 no país, mas o desconfinamento só agora começará a produzir efeitos com maior intensidade, de acordo com especialistas ouvidos pelo “Observador”

A acontecer, é já a partir desta sexta-feira, escreve o jornal, referindo, contudo, que o impacto só será visível nas estatísticas divulgadas a partir da próximo quarta-feira, já depois de o Governo ouvir os especialistas. De acordo com o “Observador”, a maioria das pessoas que tiverem contraído o vírus a partir de segunda-feira deverão adoecer a partir desta sexta, dia 8 de Maio.



Recorde-se que o Governo optou por uma retoma gradual, por fase, aumentando a cada 15 dias o número de serviços e actividades que podem voltar a funcionar. Contudo, só na próxima terça-feira, especialistas e líderes políticos voltam a reunir-se nas instalações do Infarmed, em Lisboa, para avaliar a primeira semana de desconfinamento após um mês e meio de Estado de Emergência no país. Nesta altura, o Executivo deverá perceber junto dos especialistas e há ou não condições para avançar para a segunda fase do desconfinamento.

Nesta segunda-feira, 4 de Maio, abriram as lojas com porta aberta para a rua e com uma área até 200 metros quadrados (m2), as livrarias e os stands de automóveis, independentemente da sua área, cabeleireiros e barbeiros. Numa segunda fase, a partir de 18 de Maio, abrem lojas até 400 m2 ou maiores, desde que limitem a sua actividade aos quatrocentos metros quadrados ou por decisão da autarquia.  A 1 de Junho reabrem lojas com uma área superior a 400 m2 ou que funcionem em centros comerciais.

Portugal contabiliza já 26.715 infectados por Covid-19 (mais 533 do que na quarta-feira) e 1.105 mortes associadas à doença (+16), segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde.

O país está desde domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência, que começou a 19 de Março. Esta nova fase de combate à Covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância activa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 269 mil mortos e infectou acima de 3,8 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo um balanço da agências de notícias “France-Press”, a partir de dados oficiais.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando sectores inteiros da economia mundial. Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.

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