G7 pede a empresas criação de ferramentas digitais seguras para menores

Os líderes do G7 pediram hoje às gigantes tecnológicas mundiais para desenvolverem ferramentas e garantir a segurança dos menores ‘online’, num comunicado conjunto divulgado no último dia da cimeira em Evian.

Executive Digest com Lusa

Os líderes do G7 pediram hoje às gigantes tecnológicas mundiais para desenvolverem ferramentas e garantir a segurança dos menores ‘online’, num comunicado conjunto divulgado no último dia da cimeira em Evian.

“Apelamos aos fornecedores de serviços digitais para que criem e apliquem tecnologias e sistemas que garantam aos utilizadores experiências seguras, protegidas e adequadas à idade, incluindo através de mecanismos eficazes e inovadores de verificação da idade, respeitando, ao mesmo tempo, a privacidade”, sublinharam.

A declaração destinada à introdução de medidas de proteção dos menores no espaço digital, dos efeitos perniciosos das redes sociais e da inteligência artificial (IA), aprovada depois da cimeira de três dias das sete democracias mais desenvolvidas do mundo na localidade francesa de Evian (oeste), foi também apoiada pelos países convidados: Brasil, Egito, Índia, Quénia e Coreia do Sul.

“As tecnologias digitais podem desempenhar um papel positivo para as nossas crianças e jovens, bem como para as nossas sociedades e economias, [mas] também podem representar riscos” para os mesmos, como “a exposição a interações ilegais e a conteúdos inadequados para a idade, que causa danos na saúde mental”, afirmaram os membros do G7.

Perante estes riscos, o G7 disse acreditar que “os pais, os professores e os sistemas educativos devem fornecer aos menores as competências e o contexto necessários para a utilização inteligente e responsável das tecnologias digitais, dos órgãos de comunicação social e da informação”.

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“Apelamos a todos os Estados, aos prestadores de serviços digitais, às autoridades públicas, quando necessário, e a todas as partes interessadas para que coloquem a proteção da saúde física e mental, da privacidade e da segurança ‘online’ dos menores no topo das prioridades”, escreveram.

Além de instar as empresas tecnológicas a introduzirem “mecanismos de verificação de idade eficazes e inovadores que respeitem a privacidade”, a declaração manifestou também apoio a ferramentas de controlo parental.

Recomendou ainda mecanismos semelhantes para o acesso à IA, cujos benefícios reconheceu, mas que sublinhou acarretarem também “riscos associados à utilização por menores que podem afetar o seu bem-estar e segurança”.

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“É necessário desenvolver o espírito crítico das crianças e dos jovens para que possam interagir de forma responsável no espaço digital”, referiu a declaração.

O G7 defendeu ainda que se ajude as crianças a “distinguirem facilmente conteúdos autênticos de conteúdos sintéticos” e apelou aos fornecedores de internet para que facilitem tal processo.

Rejeitaram a criação, a utilização e a divulgação de conteúdos relacionados com o abuso sexual de crianças e atividades que envolvam imagens íntimas não consensuais, bem como a exposição das crianças “ao extremismo violento e ao terrorismo”, destacando, ao mesmo tempo, o papel dos fornecedores de internet no combate a estas práticas.

A declaração defendeu a transparência entre países e instituições na adoção destas proteções e apelou para a partilha de boas práticas para “tomar decisões políticas assentes em elementos comprovados” e num “contexto científico”.

“A transparência e a obrigação de prestar contas são essenciais”, afirmaram os signatários, que se comprometeram a “apoiar a investigação e as avaliações”.

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Os líderes do G7 divulgaram esta declaração pouco antes de concluírem um almoço de trabalho com 12 executivos de plataformas de tecnologia e IA na cimeira.

Entre os convidados, estavam Sam Altman (OpenAI), Alexandr Wang (Meta), Demis Hassabis (Google), Dario Amodei (Anthropic), Arthur Mensch (Mistral AI) e Marc Benioff (Salesforce).

Participaram também representantes da Cohere (Canadá), Synthesia (Reino Unido), Sakana AI (Japão), Black Forest Labs (Alemanha), Domyn (Itália) e Sarvam AI (Índia), de acordo com a lista fornecida pela presidência francesa do G7.

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