Travis Kalanick, CEO da Uber, anunciou numa carta aos investidores que planeia investir aproximadamente 900 milhões de euros (mil milhões de dólares) no mercado chinês. A aposta na China vem na sequência da pressão sentida por parte da concorrência nesse país, nomeadamente a aplicação Didi Kuaidi, que disponibiliza igualmente um serviço de aluguer de veículos de passageiros com motoristas privados.
Nascida da junção da Alibaba com a Tencent, dois dos principais grupos chineses, a Didi Kuaidi está a exercer o mesmo modelo que a Uber desde Fevereiro e, de acordo com o CEO da empresa norte-americana, a competição tem sido renhida.
Por isso mesmo, na carta tornada pública pelo Financial Times, Travis Kalanick conta que a China é prioritária no panorama global da Uber e que está a ser desenvolvida uma estratégia em torno desse mercado. O primeiro passo foi dado em Dezembro com a assinatura de uma parceria com o motor de pesquisas Baidu e ainda com outras empresas e serviços chineses que resultaram em financiamentos de mais de 445 milhões de euros (500 milhões de dólares).
Agora, a Uber procura novos investimentos para poder competir ao mesmo nível que a Didi Kuadi. De acordo com a carta de Travis Kalanick, a UberChina vai lançar um processo de financiamento a 22 de Junho, embora não revele qual o valor que a empresa espera arrecadar.














