A Marcolino vai participar na reativação de um instrumento científico único no mundo, o Círculo Meridiano de Espelho do Observatório Astronómico Professor Manuel de Barros, da Universidade do Porto, numa iniciativa que assinala o centenário da histórica relojoaria portuense.
A ação decorre no próximo dia 20 de junho e resulta de uma parceria entre a marca e o Observatório, permitindo que clientes que adquiriram o relógio comemorativo dos 100 anos da Marcolino possam viver uma experiência inédita: acertar o seu relógio através da observação direta da passagem de uma estrela pelo meridiano.
Mais do que uma celebração simbólica, a iniciativa marca o regresso a um método histórico de medição do tempo, assente na observação astronómica, numa altura em que a hora é hoje obtida de forma instantânea através de dispositivos digitais.
“O gesto de acertar um relógio parece hoje banal e imediato. Mas durante séculos a humanidade encontrou nas estrelas a referência absoluta para medir o tempo. Trazer esta experiência para as celebrações do centenário da Marcolino é, de certa forma, regressar à essência da relojoaria”, sublinha Miguel Neves, COO da Marcolino.
A reativação da experiência será possível graças ao Círculo Meridiano de Espelho do Observatório Astronómico Professor Manuel de Barros, um instrumento científico de excecional raridade e valor patrimonial, concebido para determinar com elevada precisão a passagem das estrelas pelo meridiano e, consequentemente, a hora exata.
Inaugurado em 1957, o equipamento foi fundamental na determinação da hora oficial em Portugal durante várias décadas, em articulação com o Observatório Astronómico de Lisboa. Existem apenas mais dois exemplares semelhantes em todo o mundo.
Após um extenso processo de recuperação concluído na última década, o instrumento mantém-se hoje como o único do seu tipo em funcionamento a nível mundial, afirmando-se como um dos mais relevantes patrimónios científicos da Universidade do Porto.
“Determinar a hora a partir da observação astronómica é um processo que cruza ciência, precisão e conhecimento acumulado ao longo de séculos. Esta iniciativa permite reativar essa ligação histórica entre o céu e a medição do tempo”, explica o professor José Luís Santos, diretor do Observatório.




