Em Março de 2020, as medidas de contenção da Covid-19 amplamente adoptadas pelos Estados-Membros tiveram um impacto significativo no comércio a retalho, uma vez que as vendas diminuíram 11,2% na zona euro e 10,4% na UE, em comparação com Fevereiro de 2020, altura em que o comércio da zona euro subiu 0,6% e da UE 0,5%, de acordo com dados divulgados esta quarta-feira pelo Gabinete de Estatística da União Europeia.
Em Março de 2020, comparativamente com o mesmo período do ano anterior, o índice de vendas a retalho ajustado ao calendário diminuiu 9,2% na zona euro e 8,2% na área da UE.
Em Portugal a descida nas vendas a retalho também foi significativa, com uma queda de 11,8%, face ao mês anterior em que se verificou um aumento de 3,7%. Em Janeiro a subida foi de 2,3% e apenas em Dezembro de 2019 se verificou uma diminuição de 1,3%, ainda assim muito ligeira, se comparada com a registada em Março deste ano.
Em Março de 2020 se compararmos com o mesmo período do ano anterior, Portugal regista ainda uma descida nas vendas a retalho de 5,2%.
Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis, as maiores reduções mensais no volume total do comércio a retalho registaram-se na Bulgária (-18,1%), França (-17,4%) e Luxemburgo (-16,4%). Foi observado um aumento na
Irlanda (+ 0,1%).
Já as maiores reduções anuais no volume total do comércio a retalho registaram-se em França (-16,0%), Eslovénia (-15,1%) e Bulgária (-14,6%). Os maiores aumentos foram observados na Hungria (+ 3,5%), Roménia (+ 3,1%) e Irlanda (+ 3,0%).
Na zona euro e face a Fevereiro, o volume do comércio a retalho diminuiu 23,1% para produtos não alimentícios e 20,8% para combustíveis automóveis, enquanto que alimentos, bebidas e tabaco aumentaram 5,0%.
Na UE, as vendas a retalho diminuíram 21,3% para produtos não alimentícios e 19,3% para combustíveis automóveis, enquanto que alimentos, bebidas e tabaco aumentaram 4,7%.
Comparativamente ao período homólogo do ano anterior, o volume do comércio a retalho na zona euro diminuiu 21,7% para produtos não alimentícios e 21,3% para combustíveis automóveis, enquanto que alimentos, bebidas e tabaco aumentaram 8,3%.
Na UE, as vendas a retalho diminuíram 20,1% para combustíveis automóveis e 19,5% para produtos não alimentícios, enquanto que alimentos, bebidas e tabaco aumentaram 8,1%.




