Partido no poder vence a maioria das autarquias na Coreia do Sul mas perde Seul

O Partido Democrático (PD), no poder na Coreia do Sul, venceu a maioria das disputas nas eleições locais, mas perdeu a câmara de Seul, foi hoje anunciado.

Executive Digest com Lusa

O Partido Democrático (PD), no poder na Coreia do Sul, venceu a maioria das disputas nas eleições locais, mas perdeu a câmara de Seul, foi hoje anunciado.


Com quase todos os votos contados hoje de manhã, o liberal PD conquistou 12 dos 16 cargos de presidente da câmara e de governador provincial em disputa. O conservador Partido do Poder Popular (PPP) venceu quatro, incluindo a autarquia da capital.


O líder do PD, Jung Chung-rae, disse aos jornalistas que a derrota do partido na corrida a Seul foi dolorosa, embora tenha agradecido aos eleitores pelas vitórias noutras eleições de quarta-feira.


Os analistas afirmaram que, dado o cenário político favorável, o PD deveria ter ganho a disputa mais crucial, a presidente da Câmara de Seul, para reivindicar uma vitória absoluta nas eleições.


O principal rival, o PPP, continua afetado a destituição do ex-Presidente Yoon Suk-yeol, que foi condenado a prisão perpétua por ter brevemente imposto a lei marcial no final de 2024.

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A agenda de política externa do Presidente Lee Jae-myung irá provavelmente permanecer inalterada. O PD também alargou a maioria parlamentar ao vencer nove das 14 eleições parlamentares suplementares de quarta-feira.


Mas ter mais aliados em cargos de presidente da câmara e de governador será também essencial para a governação de Lee, especialmente porque o PPP detém atualmente 14 dos 16 cargos de liderança regional.


Lee poderia implementar políticas regionais com mais facilidade e eficácia, o que ajudará os preparativos do partido para as eleições nacionais de 2028, disse Choi Jin, diretor do Instituto de Liderança Presidencial, com sede em Seul.

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Muita atenção estava focada na corrida à presidência da Câmara de Seul.


As sondagens à boca das urnas e os primeiros resultados mostravam o candidato do Partido Democrático, Chong Won-o, à frente do atual presidente da Câmara Oh Se-hoon.


Mas Oh, do PPP, ultrapassou Chong dramaticamente esta manhã, à medida que mais votos eram contabilizados.


“O futuro de Seul tornou-se mais risonho”, disse Oh, no discurso de aceitação.


“Os nossos cidadãos asseguraram que a República da Coreia não se inclinava excessivamente para um lado e preservaram Seul como a última salvaguarda da democracia”, acrescentou.

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Numa conferência de imprensa separada, Chong reconheceu a derrota, dizendo que aceita o resultado “com pesar e humildade”.


A disputa entre ambos desencadeou controvérsia na noite de quarta-feira, depois de a comissão eleitoral ter anunciado que a escassez de boletins de voto em algumas mesas de voto de Seul causou a suspensão temporária da votação.


O líder do PPP, Jang Dong-hyeok, afirmou que o incidente prejudicou seriamente o direito dos eleitores ao voto, exigindo que as autoridades realizem uma nova eleição dependendo dos resultados da investigação.


O PD rejeitou categoricamente as exigências do PPP, dizendo que “nem sequer merecem ser consideradas”.

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