Irão: Estados Unidos atacam nova embarcação no Pacífico e matam dois tripulantes

O exército dos Estados Unidos realizou um novo ataque aéreo contra uma embarcação de alegados traficantes de droga no leste do oceano Pacífico, matando dois homens, segundo autoridades.

Executive Digest com Lusa

O exército dos Estados Unidos realizou um novo ataque aéreo contra uma embarcação de alegados traficantes de droga no leste do oceano Pacífico, matando dois homens, segundo autoridades.


O ataque, anunciado na noite de quarta-feira, eleva para pelo menos 207 o número total de mortos, desde que a Administração do Presidente Donald Trump iniciou a ofensiva, em setembro.


Numa mensagem publicada na rede social X, o Comando Militar dos EUA para a América Latina e as Caraíbas (Southcom, na sigla em inglês) declarou que “o navio navegava ao longo de rotas conhecidas de tráfico de droga no Pacífico Oriental e participava em operações de tráfico de droga”.


Imagens de vídeo a preto e branco que acompanhavam a mensagem mostravam um pequeno barco a deslocar-se em grande velocidade no alto mar antes de ser engolido por uma violenta explosão.


Este foi o segundo ataque deste tipo em menos de uma semana. O primeiro, no sábado, causou a morte de três homens, também no leste do Pacífico, disse o Soutcom.

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A Administração de Donald Trump nunca apresentou provas concretas que permitissem afirmar que os navios visados estavam efetivamente envolvidos no tráfico.


Especialistas e responsáveis da ONU denunciaram estas execuções extrajudiciais.


Os Estados Unidos lançaram a missão em setembro na área de responsabilidade do Southcom, que foi ativada com o objetivo principal de aumentar a pressão sobre o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, capturado numa operação militar norte-americana em Caracas e extraído para Nova Iorque, no passado dia 03 de janeiro.

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Em paralelo, Washington conduz desde então uma campanha de ataques no Pacífico e nas Caraíbas contra navios que são apresentados como participando em atividades de tráfico de droga, alegadamente destinada aos Estados Unidos.


Um órgão de supervisão interno do Pentágono irá investigar a legalidade destas operações, segundo noticiaram no final de maio os meios de comunicação norte-americanos.


O órgão pretende, em particular, verificar se os “ciclos conjuntos de seis fases de direcionamento” estão a ser seguidos corretamente. De acordo com uma fonte citada pela estação norte-americana NBC, os ciclos variam desde a designação do alvo até à avaliação do ataque, incluindo a análise de inteligência e a tomada de decisões finais.

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