Venezuelanos pediram aos EUA transição pacífica e calendário eleitoral

Centenas de venezuelanos pediram quarta-feira a intervenção dos Estados Unidos para uma transição política pacífica na Venezuela e para que seja divulgado rapidamente um calendário que inclua eleições presidenciais livres e transparentes no país.

Executive Digest com Lusa

Centenas de venezuelanos pediram quarta-feira a intervenção dos Estados Unidos para uma transição política pacífica na Venezuela e para que seja divulgado rapidamente um calendário que inclua eleições presidenciais livres e transparentes no país.


O pedido foi feito em um documento, entregue na Embaixada norte-americana em Caracas, no âmbito de uma marcha convocada pela Coligação Sindical Nacional e diversas organizações de estudantes, que reclamaram ainda a libertação de todos os presos políticos e melhoras nas condições de vida.


“Estamos a solicitar com urgência um calendário eleitoral, porque entendemos que é necessário substituir os membros do Conselho Nacional Eleitoral, do Supremo Tribunal de Justiça e de outras instituições da administração pública para que isso aconteça. Assim que o calendário for fixado, saberemos que o governo interino de Delcy Rodríguez está em fim de mandato”, disse o sindicalista José Patines aos jornalistas.


Em 05 de janeiro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu as funções de presidente interina do país iniciando uma transição política tutelada pelos EUA.


Sob forte custodia policial, os manifestantes partiram desde a Praça Luís Brión, de Chacaíto, até àquela sede diplomática em Valle Arriba, ambos localidades no leste de Caracas, pedindo ainda que seja prestada ajuda humanitária aos venezuelanos.

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Além de uma transição pacífica, os manifestantes pediram mudanças políticas no país, que sejam destituídos os funcionários públicos acusados de violar os direitos humanos dos presos e que Washington intervenha para que os venezuelanos tenham salários dignos e para que sejam solucionados problemas nos serviços públicos, entre eles no abastecimento de água e eletricidade.


O protesto assinalou os cinco meses da operação militar norte-americana que em 03 de janeiro, levou à captura do então Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da mulher, Cília Flores, que estão atualmente detidos em Nova Iorque para responder a acusações de tráfico de droga, sobre as quais ambos se declararam inocentes.

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