“Eu sempre achei que deveria ser celebrado o 1.º de maio, porque não pedi uma interrupção ou suspensão da democracia mas a minha ideia era, confesso, apesar do poder ser das autoridades de saúde, que fosse uma celebração mais simbólica como foi a do 25 de abril, mais restritiva”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, à saída de uma livraria, em Lisboa, onde foi fazer compras neste primeiro dia de desconfinamento.
Mostrando-se desagradado por ter visto tanta gente a participar nas referidas manifestações, onde não esperava mais de 100, o Presidente da República apontou a decisão da igreja católica em manter as celebrações do 13 de maio, em Fátima, sem fiéis, como um exemplo do que está correto e deve ser uma celebração restrita.
“É um bom exemplo de uma cerimónia simbólica. a Igreja decidiu bem e fez bem em definir isso muito antes. Entre os católicos houve alguns que ficaram muito chocados por durante tanto tempo não existirem cerimónias litúrgicas e culto coletivo, e tiveram de esperar, como eu que também sou católico, pelo final de maio”, afirmou, acrescentando ainda que que as altas figuras da igreja “fizeram todos muito bem em defenderem que a igreja, que defende o direito à vida e à saúde, deve estar a dar um exemplo que não pode estar contra a esses valores”.
“E se no final de maio ou em junho, tivéssemos uma subida de casos de infetados, apareceria logo a hipótese de ter sido o 13 de maio, em Fátima, o causador”, concluiu.














