Wall Street mostra apetite pelo risco e fecha com recordes do S&P500 e Nasdaq

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje tendencialmente em alta, com recordes dos índices Nasdaq e S&P500, sustentada no otimismo quanto a eventuais progressos diplomáticos entre Washington e Teerão, apesar dos novos ataques dos EUA ao Irão.

Executive Digest com Lusa

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje tendencialmente em alta, com recordes dos índices Nasdaq e S&P500, sustentada no otimismo quanto a eventuais progressos diplomáticos entre Washington e Teerão, apesar dos novos ataques dos EUA ao Irão.


Os resultados da sessão indicam que o tecnológico Nasdaq valorizou 1,19% e estabeleceu um recorde nos 26.656,18 pontos, ao passo que o alargado S&P500 subiu 0,61%, para uns inéditos 7.519,12 unidades. Pelo contrário, o seletivo Dow Jones Industrial Average perdeu 0,23%.


“Um clima de apetite pelo risco domina hoje Wall Street”, alimentado pela esperança de “um eventual acordo de paz” entre os EUA e o Irão, apontou Jose Torres, da Interactive Brokers.


Depois de semanas de bloqueios e ameaças, Washington e divulgaram nos últimos dias avanços nas discussões. Donald Trump deu mesmo a entender a possibilidade de um compromis iminente durante o fim de semana.


Mas o Irão acusou hoje os EUA de violação do cessar-fogo, depois dos ataques noturnos norte-americanos.

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“Wall Street não parece ter medo de nada. O mercado está em fase de forte crescimento”, disse Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities, m declarações à AFP.


Mas Torres relativizou: “O desempenho dos vários setores é desigual, com a tecnologia e a indústria a assumirem o essencial”.


E hoje ao conglomerado dos semicondutores Micron foi propulsionado, com uma subida de 19,29%, que colocou a sua capitalização bolsista acima do bilião (milhão de milhões de dólares pela primeira vez, depois de o UBS rever em alta o seu preço-alvo.

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O salto na cotação levou consigo outros nomes do setor, como Broadcom (1,90%), Texas Instrument (+5,07%) e AMD (+7,78%).


Na macroeconomia, os investidores minimizaram um índice de confiança dos consumidores, que manteve uma tendência descendente, atribuída “à intensificação dos impactos inflacionistas da guerra no Médio Oriente”.

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