Polícias e GNR em força para vigiar transportes durante Estado de Calamidade

A partir desta segunda-feira tanto a Policia de Segurança Pública (PSP), como a Guarda Nacional Republicana (GNR) vão reforçar a fiscalização e o cumprimento de todas as obrigações presentes na lei, numa altura em que se prevê um maior movimento nas ruas,

Executive Digest

Caso se verifique uma sobrelotação nos transportes públicos, de mais de 66%, as forças policiais têm poder para impedir esses meios de circular, de acordo com as novas normas impostas pelo estado de calamidade que o país atravessa actualmente devido à pandemia da Covid-19.

A partir desta segunda-feira tanto a Policia de Segurança Pública (PSP), como a Guarda Nacional Republicana (GNR) vão reforçar a fiscalização e o cumprimento de todas as obrigações presentes na lei, numa altura em que se prevê um maior movimento nas ruas, devido ao plano de desconfinamento.

A mensagem de sensibilização continua a ser a mesma: «Fique em casa», com a PSP e a GNR a reforçar o patrulhamento nos principais centros urbanos e nos vários terminais de autocarros, comboios e estações fluviais, com as redes de metropolitano de Lisboa e do Porto a merecer especial atenção, avança o CM.

Na área metropolitana de Lisboa, as equipas da PSP marcam presença nas linhas ferroviárias de Sintra, Cascais e Azambuja, estando ainda atentas à circulação dos autocarros da Carris e aos terminais fluviais de Cacilhas, Barreiro, Seixal, Montijo, Cais do Sodré e Terreiro do Paço. Por sua vez, na área metropolitana do Porto os comboios e os autocarros do STCP estarão, igualmente, sob vigilância atenta.

Vai ser sobretudo controlado o uso obrigatório de máscaras (que já estão disponíveis em máquinas de self-service nos terminais de transportes, assim como luvas e gel desinfectante) por parte dos passageiros. A aplicação de multas é, desde este domingo, uma realidade (variam entre 120 e 350 euros).

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A fiscalização de entradas nos transportes compete, numa primeira linha, às próprias empresas que operam as carreiras. A PSP estará atenta, impedindo a saída dos transportes que excederem a lotação permitida.

Ministro do ambiente elogia portugueses nos transportes 

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, referiu esta segunda-feira que os portugueses «estão a comportar com elevado grau de civismo» neste primeiro dia de regresso gradual à normalidade nos transportes públicos.

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«Não estamos a ter nenhum problema, nem aqui no metro de Lisboa, nem no metro do Porto, nem nas empresas de autocarros, nem na Transtejo nem na Soflusa. A oferta aumentou bastante para o dia de hoje. O máximo que tivemos foram navios da Soflusa vindos do Barreiro, na ponta da manhã, a 50%. Como sabe, foi reduzido até aos dois terços da lotação», disse Matos Fernandes numa visita à central de controlo do Metro de Lisboa.

O ministro sublinhou ainda que a maioria das pessoas tem respeitado a recomendação do uso de máscara nos transportes públicos. «Há um quarto de hora, a PSP tinha dito aqui que no metro de Lisboa, em toda a rede, tinha interpelado apenas 30 pessoas que vinham sem máscara, e que naturalmente a foram adquirir. Vê-se daqui, há aqui uma máquina de vending para poder vender máscaras a 1,5 euros a quem as não trouxe. As empresas estão a garantir a oferta necessária e as pessoas estão-se a comportar com elevado grau de civismo», afirmou.

 

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