A presidente executiva (CEO) da Meo, Ana Figueiredo, afirma que a Meo está a atravessa um ciclo de transformação estrutural profundo e que os resultados do primeiro trimestre demonstram que a empresa está firmemente nesse caminho.
As receitas da Meo avançaram 0,9% no primeiro trimestre, face aos primeiros três meses de 2025, para 703 milhões de euros, o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) recuou 7,3% para 226 milhões de euros e o investimento subiu 5,5% para 106 milhões de euros, divulgou hoje a empresa.
“A Meo está a atravessar um ciclo de transformação estrutural profundo, com uma ambição clara: evoluir de operador de telecomunicações para uma plataforma integrada de serviços digitais, capaz de liderar a próxima fase de crescimento do setor”, sublinha Ana Figueiredo, citada no comunicado de resultados.
O primeiro trimestre “demonstra que estamos firmemente neste caminho”, uma vez que “num contexto de elevada pressão competitiva e disrupção do mercado, entregámos receitas de 703 milhões de euros, com crescimento face ao ano anterior, sustentado na diversificação do nosso modelo e na capacidade de capturar novas fontes de valor”, argumenta a executiva.
Este desempenho “não resulta de fatores conjunturais — é o reflexo de uma estratégia deliberada: expandir o perímetro do negócio, acelerar a inovação e construir um portefólio resiliente, capaz de crescer para além do core telco tradicional”, prossegue Ana Figueiredo.
A gestora salienta que Meo está a construir três motores estruturais de criação de valor: liderança em conectividade e infraestruturas críticas; expansão para um ecossistema alargado de serviços; e transformação operacional assente em tecnologia e inteligência artificial (IA).
Relativamente ao primeiro ponto, a CEO destaca um “investimento consistente e disciplinado — 106 milhões de euros no trimestre —” em que a Meo está “a reforçar ativos estratégicos que constituem uma vantagem competitiva única: uma rede de fibra que cobre 6,7 milhões de lares e uma cobertura móvel praticamente universal”.
Além disso, “estamos a ir para além do telco”, diz, dando o exemplo do desempenho da Meo Energia.
“Em paralelo, no segmento empresarial, consolidamos uma posição diferenciadora em áreas como cloud, cibersegurança e ICT [tecnologias de informação e comunicação], capturando a crescente procura por soluções digitais integradas”.
Por último, “estamos a reinventar a forma como operamos”, sublinha.
Isto porque “a simplificação, a digitalização e a utilização intensiva de inteligência artificial estão a redefinir os nossos modelos operacionais, com impacto direto na eficiência, na experiência do cliente e na capacidade de escalar o negócio”.
O primeiro trimestre “evidenciou também a robustez desta estratégia, mesmo perante eventos extraordinários, como a tempestade Kristin, a Meo demonstrou elevada resiliência operacional e capacidade de resposta, protegendo clientes, ativos e continuidade de serviço”, mas “a nossa ambição vai mais longe”, prossegue Ana Figueiredo.
“Queremos liderar o novo ciclo de criação de valor no setor — não apenas como operador, mas como orquestrador de um ecossistema digital integrado, capaz de ligar pessoas, empresas e serviços de forma simples, relevante e cada vez mais inteligente”, assume a CEO.
Para o efeito, Ana Figueiredo destaca três prioridades: “crescimento sustentável em segmentos de maior valor; disciplina rigorosa na alocação de capital e otimização estrutural de custos; escala e monetização de novas avenidas de crescimento, além do negócio telco”.
A Meo “não está apenas a adaptar-se ao futuro do setor, está a contribuir ativamente para o definir”, remata a executiva.



