Estados Unidos aprovam primeiro medicamento para tratar Covid-19

A  Food and Drug Administration, agência que regula o mercado dos medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, concedeu uma autorização para o uso do antiviral remdesivir no tratamento de casos graves de Covid-19.

Executive Digest

A Food and Drug Administration, agência que regula o mercado dos medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, concedeu uma autorização para o uso do antiviral remdesivir no tratamento de casos graves de Covid-19.

Esta aprovação é, no entanto, de emergência e temporária. Para entrar definitivamente no mercado, este medicamento terá de submeter-se ao processo de aprovação normal.

O remdesivir não é um medicamente novo. Porém, não era comercializado, porque se revelou ineficaz no tratamento de doenças como a ébola e a hepatite, explica o “The New York Times”. Ainda assim, entre mais de mil doentes hospitalizados participantes num ensaio clínica, os que foram tratados com este medicamento recuperam em 11 dias, enquanto os que receberam um placebo levaram 15 dias a recuperar da infecção pelo novo coronavírus.

Em declarações ao jornal, Daniel O’Day, director executivo da farmacêutica norte-americana Gilead, revelou que a produção de remdesivir foi aumentada. Há, neste momento, fármacos suficientes para tratar 150 mil pessoas e, segundo Daniel O’Day, estas doses serão disponibilizados sem quaisquer custos aos serviços de saúde.

Na China, um ensaio clínico com o remdesivir demonstrou que o medicamento produzia alguns efeitos secundários, o que levou à interrupção dos testes, de acordo com um artigo científico publicado na revista médica britânica “The Lancet” a 29 de Abril.

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A pandemia do novo coronavírus já provocou, pelo menos, 238.810 desde o seu aparecimento em Dezembro na China, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, feito a partir de fontes oficiais. Um total de 3.354.100 casos de infecção foram registados oficialmente em 195 países e territórios desde o início da epidemia.

Este número de casos diagnosticados reflecte, contudo, apenas uma fracção do número real, uma vez que um grande número de países testa apenas os casos que requerem tratamento hospitalar.

O número de casos considerados curados ultrapassou pela primeira vez o milhão de pessoas, ascendendo a 1.014.700.

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Os Estados Unidos, que registaram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de Fevereiro, são o país mais atingido quer em número de mortos, quer de casos, com 65.068 mortos em 1.104.161. Pelo menos 164.015 pessoas foram declaradas curadas.

Após os Estados Unidos, os países mais afectados são a Itália com 28.236 mortos em 207.428 casos, o Reino Unido com 27.510 mortos (177.454 casos), a Espanha com 25.100 mortos (216.582 casos) e a França com 24.594 mortos (167.346 casos).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia se iniciou no final de Dezembro, conta oficialmente com 82.875 casos (um novo nas últimas 24 horas), incluindo 4.633 mortos (0 novas) e 77.642 curados.

A Europa totalizava hoje às 11 horas (mais uma hora em Lisboa) 140.598 mortos em 1.508.719 casos, os Estados Unidos e o Canadá 68.530 mortos (1.158.941), a América Latina e as Caraíbas 12.197 mortos (231.039 casos), a Ásia 8.820 mortos (229.242 casos), o Médio Oriente 6.857 mortos (177.521 casos), a África 1.688 mortos (40.544 casos) e a Oceânia 120 mortos (8.102 casos).

Este balanço foi realizado a partir de dados recolhidos pelas delegações da “AFP” junto das autoridades nacionais competentes e de informações da Organização Mundial da Saúde.

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