Irão: Teerão adverte EUA para resposta “rápida e poderosa” em caso de nova agressão

O Irão advertiu hoje os Estados Unidos para não cometeram novamente um “erro de cálculo”, garantindo que as Forças Armadas iranianas têm “o dedo no gatilho” para responder de forma “rápida, firme e poderosa” a qualquer nova agressão.

Executive Digest com Lusa

O Irão advertiu hoje os Estados Unidos para não cometeram novamente um “erro de cálculo”, garantindo que as Forças Armadas iranianas têm “o dedo no gatilho” para responder de forma “rápida, firme e poderosa” a qualquer nova agressão.

As declarações surgem depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter adiado um ataque contra o país persa previsto para hoje.

“Anunciamos aos Estados Unidos e aliados que não cometam novamente um erro estratégico nem de cálculo”, advertiu o comandante do quartel-general Jatam al Anbiya, o major-general Ali Abdolahi, num comunicado divulgado pela agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irão.

O alto responsável militar afirmou que a República Islâmica e as Forças Armadas se encontram numa posição de maior preparação militar em relação ao passado e prometeu uma resposta “rápida, decisiva, poderosa e abrangente” a qualquer nova agressão contra o país.

Donald Trump afirmou na segunda-feira que adiou por “um breve período de tempo” um ataque ao Irão previsto para hoje, com o objetivo de dar margem às negociações, depois de os aliados árabes lhe terem pedido para adiar “dois ou três dias”.

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“A Arábia Saudita, o Qatar, os Emirados Árabes Unidos e alguns outros pediram-me se poderíamos adiá-lo por dois ou três dias, um curto período, porque acreditam que estão muito perto de chegar a um acordo”, declarou.

Na rede social Truth Social, Trump advertiu que, apesar do adiamento, ordenou aos comandantes militares que estivessem “preparados para um ataque em grande escala contra o Irão a qualquer momento, caso não se chegue a um acordo aceitável”.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, afirmou, na segunda-feira, que as negociações de paz com os Estados Unidos prosseguem através da troca de propostas via Paquistão, e que Teerão entregou a resposta às últimas considerações de Washington.

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As negociações entre Washington e Teerão para pôr fim à guerra iniciada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel não avançaram desde que começaram, a 11 de abril, em Islamabade, devido a divergências, especialmente em torno do programa nuclear iraniano e da situação no estreito de Ormuz.

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