O BE/Açores pediu hoje “esclarecimentos imediatos” do Governo Regional e da República sobre a suspensão do abastecimento civil de aeronaves na Base das Lajes, na ilha Terceira, devido à contaminação de um dos tanques de armazenamento.
“Perante a gravidade e sensibilidade do tema – ainda mais num contexto de tensão política internacional, agravada pela utilização da Base das Lajes por aeronaves dos Estados Unidos -, o Bloco de Esquerda considera indispensável que o Governo da República e o Governo Regional prestem esclarecimentos imediatos”, adiantou o partido em comunicado.
A reação do Bloco açoriano surgiu após a CNN Portugal ter noticiado, no sábado, que durante a próxima semana não vai ser possível abastecer aeronaves na aerogare civil da Base das Lajes, devido a “uma contaminação do combustível, que não se encontra em condições de ser utilizado”.
A CNN Portugal adiantou que o abastecimento de aeronaves militares não será afetado pelo constrangimento, sendo que a suspensão incide apenas sobre o tráfego aéreo civil.
Em comunicado, o BE/Açores considera a situação “extremamente grave” e diz que “levanta preocupações sérias sobre a segurança operacional, a gestão da infraestrutura e o impacto no transporte aéreo de passageiros e mercadorias”.
“Segundo as informações divulgadas, apenas aeronaves de emergência poderão abastecer, enquanto o abastecimento militar norte-americano não será afetado, por utilizar sistemas de armazenamento distintos. Fica, no entanto, por esclarecer se a operação da TAP ou da SATA ficará comprometida, o que torna ainda mais urgente a prestação de informações claras às populações e às entidades regionais”, referiu.
O partido exige que as entidades competentes “confirmem ou desmintam se a contaminação do combustível está circunscrita a um único tanque e qual o grau de risco identificado” e se “existe impacto direto nas operações civis, entre as quais as operações da TAP, SATA, voos de transporte de doentes, assim como nas operações militares portuguesas, principalmente as de evacuações médicas e de busca e salvamento”.
Também quer saber que medidas de contingência estão asseguradas para garantir a continuidade do serviço público essencial, por que motivo o abastecimento militar não é afetado e se existe separação adequada entre sistemas civis e militares.
O BE açoriano, liderado por António Lima, pretende ainda esclarecer “se houve falhas de manutenção, fiscalização ou monitorização que possam ter permitido a contaminação”.
O partido considera que a população açoriana tem direito a “informação rigorosa e transparente” sobre o assunto, indicando que tomará as iniciativas parlamentares necessárias para garantir que “todas as responsabilidades são apuradas e que a normalidade operacional é restabelecida com segurança”.






