A final do 70.º Festival Eurovisão da Canção realiza-se este sábado em Viena, na Áustria, com 25 países em competição e Portugal fora da corrida. O alinhamento ficou fechado depois da segunda semifinal, realizada na passada quinta-feira no Wiener Stadthalle, que apurou Bulgária, Ucrânia, Noruega, Austrália, Roménia, Malta, Chipre, Albânia, Dinamarca e República Checa.
Ficaram pelo caminho Azerbaijão, Luxemburgo, Arménia, Suíça e Letónia. Entre os apurados da segunda semifinal estão alguns nomes de destaque, como a australiana Delta Goodrem, com “Eclipse”, a búlgara Dara, com “Bangaranga”, o norueguês Jonas Lovv, com “Ya ya ya”, e o dinamarquês Søren Torpegaard Lund, com “Før vi går hjem”.
Na primeira semifinal, realizada na passada terça-feira, já tinham conseguido lugar na final Grécia, Finlândia, Bélgica, Suécia, Moldávia, Israel, Sérvia, Croácia, Lituânia e Polónia. A estes 20 finalistas juntam-se os países com entrada direta: Itália, Alemanha, França e Reino Unido, do grupo dos principais financiadores, e a Áustria, país anfitrião e vencedora da edição anterior. Espanha, embora pertença habitualmente ao grupo dos ‘Big Five’, não participa este ano devido ao boicote.
Portugal esteve em competição na primeira semifinal, representado pelos Bandidos do Cante, com a canção “Rosa”, mas falhou o apuramento para a final. É a sexta vez que o país fica fora da Grande Final desde a introdução das duas semifinais, em 2008, depois das eliminações de 2011, 2012, 2014, 2015 e 2019.
A edição deste ano fica marcada por forte tensão política devido à participação de Israel. Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia decidiram boicotar o concurso em protesto contra a presença israelita, num contexto de guerra em Gaza. O representante de Israel, Noam Bettan, que interpreta “Michelle”, foi alvo de protestos durante a semifinal de terça-feira.
Ao contrário de anos anteriores, a organização permite bandeiras palestinianas na arena, e a estação pública austríaca ORF indicou que não irá silenciar eventuais assobios. A controvérsia deverá continuar a acompanhar a final deste sábado, num concurso que, apesar da dimensão musical, volta a refletir tensões políticas internacionais.
A edição de 2026 conta com 35 países participantes, o número mais baixo desde 2003, devido às desistências e boicotes. Ainda assim, houve regressos à competição: Bulgária, Roménia e Moldávia voltaram ao palco eurovisivo depois de períodos de ausência por razões artísticas ou financeiras.
A Eurovisão continua a ser um dos maiores eventos culturais televisivos do mundo. A organização afirma que a edição do ano passado foi vista por cerca de 166 milhões de pessoas, e já existem planos para uma versão asiática do concurso, cuja primeira edição está prevista para novembro, em Banguecoque. Para já, todas as atenções estão viradas para Viena, onde este sábado será escolhido o sucessor da Áustria como vencedor da Eurovisão.




