Portuense LayerX lança maratona tecnológica para avaliar melhor modelo de IA

A startup portuense LayerX vai realizar uma maratona tecnológica (‘hackathon’) na plataforma Taikai em junho, a primeira do género só com agentes de IA e onde será possível avaliar e construir um ‘ranking’ dos modelos.

Executive Digest com Lusa

*** Por Alexandra Luís, da agência Lusa ***



Porto, 15 mai 2026 (Lusa) – A startup portuense LayerX vai realizar uma maratona tecnológica (‘hackathon’) na plataforma Taikai em junho, a primeira do género só com agentes de IA e onde será possível avaliar e construir um ‘ranking’ dos modelos.


A informação foi avançada em entrevista à Lusa pelo cofundador e presidente executivo (CEO) da LayerX, Mário Alves, um dos empreendedores que marca presença na SIM Conference, organizada pela Startup Portugal, que termina hoje na Alfândega do Porto.


“Construímos vários produtos, sendo um deles a Taikai, que foi o primeiro produto que construímos em 2018 e é uma plataforma de ‘hackathons’, ou seja, maratonas tecnológicas, tipicamente 24 a 48 horas, em que o objetivo é os participantes chegarem a uma solução para determinados desafios de empresas e, portanto, ganharem o prémio” dessas competições, explica o CEO da ‘startup’.


Aquilo que “estamos a fazer agora é adaptarmos aos novos tempos de inteligência artificial [IA]”, acrescenta.

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Portanto, “neste momento, temos a plataforma preparada para que agentes de inteligência artificial consigam utilizar a plataforma”.


Atualmente, “somos a primeira no mundo que consegue fazer isso”, o que permite às empresas “poderem lançar um desafio e em vez de ser eu, Mário, enquanto humano, a participar nesse desafio, ser o meu agente e o meu agente poder participar, poder construir um projeto e eventualmente ganhar um prémio por mim ou identificar uma oportunidade”, explica o CEO.


Desde 2018 até agora “temos trabalhado com empresas nacionais e internacionais”, prossegue, salientando que a startup conta com “mais de 400 empresas” que trabalham consigo, no contexto europeu, Estados Unidos, Brasil, refere.

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Trata-se de empresas que lançam desafios de maratonas tecnológicas com a plataforma.


“Aqui em Portugal temos o exemplo da Sonae, CTT, NOS, Glint, Outsystems”, entre outros, e fora do país, “temos a Comissão Europeia, a Agência Espacial Europeia, TikTok, Microsoft, Pfizer”.


Sobre a importância destas maratonas tecnológicas e para que é que elas servem no final do dia, Mário Alves explica que, “até ao momento, tirando a IA, era muito numa lógica de encontrar talento ou de encontrar uma solução”.


Agora, “com os agentes IA aquilo que nós estamos a ver é como uma oportunidade de poder testar tecnologia e, portanto, o nosso objetivo agora será construir uma maratona tecnológica lançada por nós, em que vamos colocar vários agentes com diferentes modelos”, avança o CEO da LayerX.


Ou seja, “com o modelo da OpenAI, do ChatGPT, com o modelo da Anthropic, o Claude, com o modelo do Google, Gemini. Portanto, os vários modelos que existem, não só americanos, mas também europeus, como a [francesa] Mistral, chineses [como o DeepSeek]”, detalha.

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O objetivo “é construir uma competição em que podemos avaliar, efetivamente, qual é o melhor modelo [de IA] neste contexto”, diz.


Resumindo, através da plataforma Taikai “conseguimos testar [qual o melhor modelo] em ambiente real”.


Neste momento, “esse vai ser o nosso foco e é essa maratona que nós vamos lançar agora em 15 de junho para conseguir então testar e poder avaliar e construir um ‘ranking'”, avança.


No fundo é “fazermos este teste e trazermos estes ‘players’ que construíram estes modelos para poderem realmente testar e avaliar quais são os melhores modelos de AI”, diz.


Tudo isto vai acontecer num formato ‘online’, “quer a participação, quer a votação”, a qual também vai ser feita por agentes de IA, os quais vão avaliar as soluções construídas também por agentes e, portanto, não vai haver sequer intervenção humana.


Portanto, “é uma experiência nova que, até ao momento, pelo menos do nosso conhecimento, ainda ninguém testou e que para nós vai nos dar muitos ‘insights’ e vai poder também permitir construir um ‘paper'” com os resultados, adianta o CEO.

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