“Espanha não é refúgio”: Reino Unido está à caça de 12 dos seus criminoso mais procurados mesmo aqui ao lado

Doze dos 20 criminosos mais procurados pelo Reino Unido estarão atualmente escondidos em Espanha, sendo procurados por crimes de elevada gravidade que incluem homicídio, agressões sexuais, tráfico de droga e branqueamento de capitais.

Pedro Zagacho Gonçalves

Doze dos 20 criminosos mais procurados pelo Reino Unido estarão atualmente escondidos em Espanha, sendo procurados por crimes de elevada gravidade que incluem homicídio, agressões sexuais, tráfico de droga e branqueamento de capitais.

As autoridades britânicas e espanholas mantêm uma operação conjunta de localização destes fugitivos, que se acredita estarem distribuídos por várias zonas do território espanhol, com especial incidência em áreas como Alicante, Málaga e Marbella, regiões com forte presença de comunidades internacionais.

A cooperação entre os dois países integra a campanha internacional ‘Most Wanted’, que há mais de duas décadas coordena esforços entre forças policiais britânicas e espanholas para localizar e deter fugitivos do Reino Unido.

Segundo dados divulgados pelas autoridades, 98 dos 111 fugitivos incluídos nesta operação já foram detidos, sendo que 47 dessas detenções ocorreram em território espanhol.

A campanha envolve o Centro de Inteligência contra o Terrorismo e o Crime Organizado (CITCO), dependente do Ministério do Interior espanhol, e a National Crime Agency (NCA) britânica, além de outras entidades de cooperação policial e judicial.

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Autoridades destacam cooperação e mensagem de tolerância zero
Durante uma conferência de imprensa realizada em Alicante, responsáveis das autoridades de ambos os países reforçaram a importância da cooperação internacional na luta contra o crime organizado e na captura de fugitivos.

O diretor do CITCO, Javier Marín, sublinhou que a estratégia assenta na ideia de que a justiça “não tem data de caducidade” e que a impunidade “não tem fronteiras”, destacando ainda Espanha como um destino frequente de cidadãos britânicos.

Já representantes britânicos reforçaram a ideia de que Espanha não pode ser vista como um local seguro para fugitivos, garantindo que os esforços de localização e captura vão continuar de forma permanente.

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A lista dos criminosos em causa
Entre os nomes destacados pelas autoridades britânicas encontram-se indivíduos procurados por homicídio, tráfico de droga e crimes financeiros.

Derek McGraw Ferguson, de 62 anos, é procurado por alegada ligação a um homicídio ocorrido em Glasgow em 2007.

Kevin Thomas Parle, de 45 anos, é procurado por suspeita de envolvimento em dois homicídios, ocorridos em 2004 e 2005.

John Rocks, de 37 anos, enfrenta acusações de crimes sexuais alegadamente cometidos entre 2012 e 2022.

Simon Dutton, de 49 anos, é procurado por alegada organização de importações de grandes quantidades de cocaína e branqueamento de capitais, incluindo uma apreensão avaliada em cerca de 1,5 milhões de libras. As autoridades indicam ainda sinais físicos distintivos, incluindo tatuagens e cicatrizes.

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Spenser Dillon Lamb, de 33 anos, é procurado por tráfico de cocaína, cannabis e posse de dinheiro proveniente de atividades ilícitas, apresentando múltiplos tatuagens e uma cicatriz facial.

Francis David Parker, de 40 anos, é apontado como alegado membro ativo de um grupo de crime organizado, suspeito de coordenar entregas de droga e recolha de fundos.

Matthew Purves, de 41 anos, é procurado por alegada participação numa conspiração para distribuição de cocaína no Reino Unido, com ligações ao sul de Espanha.

Charlie Salisbury, de 34 anos, é suspeito de tráfico de cocaína e branqueamento de capitais provenientes de atividade criminosa.

Dean Eighteen, de 48 anos, é procurado por alegadas fraudes relacionadas com pedidos de reembolso de IVA.

Philip Barry Foster, de 50 anos, deverá cumprir uma pena de oito anos e meio por fraude e branqueamento de capitais.

Alexander Kuksov, de 23 anos, de nacionalidade russa, é acusado de envolvimento em atividades de branqueamento de milhões de libras no contexto de uma rede de crime organizado.

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