A bolsa nova-iorquina encerrou hoje orientada para a ata, com recordes dos índices Nasdaq e S&P500, com o vigor dos conglomerados tecnológicos a superar o crescimento da inflação nos EUA.
Os resultados da sessão indicam que o tecnológico Nasdaq avançou 1,20% e o alargado S&P500 ganhou, estabelecendo máximos históricos respetivamente em 26.402,34 e 7.444,25 pontos. Só o seletivo Dow Jones Industrial Average acabou em terreno negativo, com um recuo de 0,14%.
O ambiente de alta do dia “deve-se totalmente ao setor dos semicondutores”, resumiu Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities, em declarações à AFP.
A Nvidia – primeira capitalização mundial – ganhou 2,29%, a Micron 4,83% e a Qualcomm 1,36%.
Sgundo o analista a visita de Donald Trump à China e a reunião prevista com o presidente chinês, Xi Jinping, “suscitam muitas esperanças para os investidores, quanto à conclusão de acordos, em especial no setor tecnológico”.
Delegações chinesa e norte-americana tiveram hoje, na Coreia do Sul, discussões “francas” e “construtivas” sobre questões comerciais, antes da chegada de Trump à China.
Esta cimeira faz também esperar avanços na resolução da guerra no Médio Oriente, dado até que Pequim tem declarado que quer uma solução diplomática.
O país, de longe o primeiro comprador de petróleo iraniano, está a sofrer particularmente com o bloqueio do Estreito d Ormuz.
Concentrados nestas questões, os investidores “ignoraram completamente” as “estatísticas de inflação catastróficas”, apontou Cardillo.
O índice de preços no produtor subiu, em abril, nos EUA, seis por cento homólogos, depois de 4,3% em março, segundo os números divulgados hoje.
Na véspera tinha sido divulgado que o índice de preços no consumidor atingira os 3,8% homólogos em abril, um máximo desde há cerca de três anos, depois de 3,3% em março e 2,4% em fevereiro.
Perante estes números, “os investidores afastam a hipótese de uma descida da taxa de juro de referência pela Reserva Federal em um futuro próximo e admitem mesmo uma subida”, disse Marc Chandler, da Bannockburn Capital Markets, à AFP.~




