Putin anuncia novo míssil nuclear Sarmat e garante que será colocado em operação ainda este ano

Segundo o líder do Kremlin, trata-se do “míssil mais poderoso do mundo”, capaz de atingir alvos a milhares de quilómetros de distância nos Estados Unidos e na Europa.

Executive Digest

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou esta terça-feira que a Rússia vai colocar em operação o novo míssil nuclear estratégico Sarmat até ao final de 2026. Segundo o líder do Kremlin, trata-se do “míssil mais poderoso do mundo”, capaz de atingir alvos a milhares de quilómetros de distância nos Estados Unidos e na Europa.

O anúncio surge após vários anos de atrasos e contratempos no desenvolvimento do sistema, que faz parte do programa de modernização do arsenal nuclear russo iniciado por Moscovo em 2018.

Em declarações transmitidas pela televisão estatal russa, citadas pela Reuters, Vladimir Putin afirmou que o Sarmat possui uma potência superior à dos equivalentes ocidentais e um alcance superior a 35 mil quilómetros.

O presidente russo assegurou ainda que o novo sistema tem capacidade para ultrapassar “todos os sistemas de defesa antimíssil existentes e futuros”, reforçando assim o poder de dissuasão nuclear da Rússia.

O míssil foi concebido para transportar ogivas nucleares estratégicas e atingir alvos a grandes distâncias, numa altura em que as tensões entre Moscovo e o Ocidente continuam elevadas devido à guerra na Ucrânia.

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Rússia diz que teste foi bem-sucedido

A televisão estatal mostrou também Sergei Karakayev, comandante das forças de mísseis estratégicos russos, a informar Putin sobre um teste considerado bem-sucedido do Sarmat.

Segundo Karakayev, a entrada em operação dos lançadores equipados com este sistema “irá aumentar significativamente as capacidades de combate das forças nucleares estratégicas terrestres”, garantindo a destruição de alvos e reforçando a estratégia de dissuasão militar russa.

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Apesar das garantias de Moscovo, analistas de segurança ocidentais têm levantado dúvidas sobre algumas das capacidades anunciadas pela Rússia para a nova geração de armamento nuclear.

Especialistas recordam que o programa Sarmat sofreu vários atrasos e falhas técnicas nos últimos anos. Um dos testes realizados em setembro de 2024 terá mesmo provocado uma enorme cratera na zona de lançamento, segundo análises ocidentais.

Ainda assim, o Kremlin continua a apresentar o Sarmat como peça central da modernização militar russa.

Desde o início da invasão da Ucrânia, em 2022, Vladimir Putin tem reforçado repetidamente a dimensão e o poder do arsenal nuclear russo.

As sucessivas referências às armas nucleares são vistas pelos países ocidentais como uma tentativa de dissuadir um maior envolvimento da NATO e dos aliados europeus no conflito ucraniano.

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O anúncio do Sarmat acontece num momento de elevada tensão geopolítica internacional, com Moscovo a procurar demonstrar capacidade militar estratégica perante os Estados Unidos e a Europa.

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