Hantavírus. Erro com doente do cruzeiro ‘MV Hondius’ põe 12 profissionais de saúde em quarentena

O caso ocorreu no centro médico universitário Radboudumc, em Nijmegen

Francisco Laranjeira

Doze profissionais de saúde de um hospital universitário nos Países Baixos foram colocados em quarentena preventiva depois de ter sido seguido um procedimento incorreto durante a assistência a um doente com hantavírus evacuado do cruzeiro ‘MV Hondius’, avança a ‘Euronews’.

O caso ocorreu no centro médico universitário Radboudumc, em Nijmegen. O doente tinha sido transferido para aquela unidade a 7 de maio, depois de ter sido retirado do navio, que esteve no centro de um alerta sanitário internacional provocado por casos de hantavírus a bordo.

Segundo o hospital, a falha aconteceu durante a recolha de sangue ao paciente. Em vez de ser aplicado o protocolo mais rigoroso exigido pela natureza do vírus, foi seguido um procedimento padrão.

A unidade de saúde admitiu ainda que as regras internacionais mais recentes também não foram cumpridas no descarte da urina do doente.

Apesar de sublinhar que o risco de infeção é baixo, o hospital decidiu colocar os 12 trabalhadores em quarentena preventiva durante seis semanas. O próprio doente com hantavírus permanece igualmente isolado.

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“Lamentamos que isto tenha acontecido no nosso centro médico universitário. Vamos investigar cuidadosamente o curso dos acontecimentos para aprender com o sucedido e evitar que se repita no futuro”, afirmou Bertine Lahuis, presidente do conselho de administração do Radboudumc.

O ‘MV Hondius’ regressa aos Países Baixos

O incidente hospitalar surge depois da evacuação dos últimos passageiros e tripulantes do ‘MV Hondius’, navio de bandeira neerlandesa que esteve fundeado em Tenerife, nas Canárias, devido ao surto de hantavírus.

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Os últimos 28 evacuados deixaram o navio e seguiram em autocarros fretados para o aeroporto de Tenerife Sul, onde embarcaram em dois voos com destino aos Países Baixos.

Um dos aviões transportava sobretudo tripulantes: 17 cidadãos filipinos, um neerlandês, um alemão, um médico britânico e dois epidemiologistas.

À chegada ao aeroporto de Eindhoven, os evacuados desembarcaram com máscaras e sacos brancos com os seus pertences.

Sete casos confirmados e três mortos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, pelo menos sete evacuados testaram positivo ao hantavírus, havendo ainda um oitavo caso considerado “provável”.

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Três pessoas morreram depois de o vírus ter sido detetado a bordo do ‘MV Hondius’.

O hantavírus é raro e está normalmente associado a roedores. A infeção pode ocorrer através do contacto com animais infetados ou com excreções contaminadas.

Não existem vacinas nem tratamentos específicos para o vírus, mas as autoridades de saúde têm insistido que o risco para a população em geral é baixo.

As autoridades afastam também comparações com a pandemia da Covid-19.

Navio será desinfetado em Roterdão

Segundo a ‘Euronews’, o ‘MV Hondius’ iniciou a viagem de regresso aos Países Baixos depois de concluída a evacuação.

O navio deverá chegar a Roterdão, onde será submetido a procedimentos de desinfeção.

O episódio no hospital de Nijmegen acrescenta uma nova frente ao caso. Depois do surto a bordo e da operação de evacuação em Tenerife, o alerta passa agora também pelos procedimentos adotados em ambiente hospitalar.

Ainda assim, a quarentena dos 12 profissionais está a ser apresentada como uma medida preventiva. Para já, as autoridades continuam a considerar baixo o risco de propagação para a população.

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