1.º de Maio: 24 manifestações vão sair à rua mas com marcas no chão a sinalizar distanciamento social

No ano em que celebra 50 anos de existência, a CGTP pretende reafirmar que o 1.º de maio “é um dia de festa e de luta”.

Sónia Bexiga

A CGTP tem manifestações marcadas para 22 cidades de norte a sul do país para assinalar o Dia do Trabalhador, esta sexta-feira, dia 1 de maio. Mas estas manifestações vão estar sob regras apertadas devido à covid-19.

Com a luz verde das autoridades de saúde e sob o escrutínio apertado da Polícia de Segurança Pública (PSP) “o povo vai sair à rua” mas com distanciamento social obrigatório, o qual será sinalizado com marcas no chão, a tinta, com fita-cola, ou bandeiras.

Depois de discutir o assunto com o ministro da Administração Interna, com a ministra da Saúde e com as autoridades policiais, a central sindical marcou iniciativas de rua para 22 localidades do país, mas assegurou que não se vão realizar desfiles ou concentrações porque quer que sejam cumpridas as regras de segurança em vigor para evitar a propagação da covid-19, nomeadamente o distanciamento social.

A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional lançou um apelo aos reformados para que não participassem, pretendo apenas que estejam na rua os dirigentes sindicais e delegados, em representação dos trabalhadores.

“A CGTP tem uma uma conhecida capacidade de organização e estamos convencidos que tudo vai correr bem, sem riscos para a saúde, mas estaremos atentos a eventuais aglomerações, mesmo de pessoas que se queira juntar à manifestação fora da estrutura sindical”, explicou ao DN fonte da PSP que está a acompanhar os preparativos.

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Nos anos anteriores, a CGTP fazia manifestações em 40 cidades, com os pontos altos em Lisboa e Porto, mas este ano, com as regras de confinamento, as comemorações do Dia do Trabalhador tiveram que ser reduzidas devido à pandemia: os sindicalistas vão estar na rua, mas apenas em cerca de metade das localidades habituais e com poucos participantes.

Onde são as manifestações?

As ações estão marcadas para jardins, largos e grandes avenidas. Eis a lista das cidades e os locais onde a CGTP estará presente, cerca das 15h:

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1- Lisboa – Alameda Afonso Henriques

O grande palco junto à fonte luminosa será substituído pelo palco móvel da CGTP, com som incorporado, onde a secretária-geral, Isabel Camarinha, fará a sua intervenção político-sindical. Os elementos da Comissão Executiva não poderão subir ao palco, para manter o distanciamento, e vão ladear a viatura.

Os sindicalistas que participem na comemoração vão ocupar o amplo relvado, ocupando lugares marcados no solo, com quatro metros de intervalo, empunhando bandeiras sindicais.

2- Porto – Avenida dos Aliados

3- Vila Real – Praça do Município

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4- Viseu – Rossio

5- Lamego – Avenida Dr. Alfredo Sousa

6- Mangualde – Largo Dr. Couto

7- Figueira da Foz – Praça 8 de maio

8- Évora – Templo de Diana

9- Faro – Rotunda do Fórum Algarve

10- Guarda – Alameda de Santo André

11- Seia – Rotunda

12- Leiria – Largo do Papa

13- Madeira – Avenida da Aviação, Funchal

14- Portalegre – Avenida das Forças Armadas

15- Santarém – Jardim da República

16 – Setúbal – Avenida Luísa Tody

17- Sines – Jardim das Descobertas

18- Viana do Castelo – Jardim Marginal

19- Aveiro – Largo do Rossio

20 -Beja – junto à Casa da Cultura

21- Braga – Largo do Toural

22- Castelo Branco – junto à Câmara Municipal

23- Covilhã – Jardim Público

24- Coimbra – Praça 8 de maio

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