Irão: Trump considera acordo “muito possível” e mercados reagem em forte alta

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou “muito possível” um acordo de paz com o Irão, o que provocou uma queda do preço do petróleo e uma subida acentuada das bolsas.

Executive Digest com Lusa

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou “muito possível” um acordo de paz com o Irão, o que provocou uma queda do preço do petróleo e uma subida acentuada das bolsas.


“Tivemos discussões muito positivas nas últimas 24 horas e é muito possível que cheguemos a um acordo”, afirmou Trump, na quarta-feira, durante uma sessão com jornalistas no Salão Oval.


“Se o Irão aceitar dar o que foi acordado, (…) a já lendária operação ‘Fúria Épica’ estará concluída”, tinha escrito, horas antes, o Presidente na rede social que detém, Truth Social.


Mas, se os iranianos “não aceitarem, os bombardeamentos começarão e serão, infelizmente, a um nível e com uma intensidade muito maiores do que antes”, advertiu, numa referência à campanha norte-americano-israelita levada a cabo de 28 de fevereiro até ao cessar-fogo de 08 de abril.


O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, considerou, por sua vez, que Washington procura forçar a rendição de Teerão através de uma “nova estratégia” destinada a “destruir a coesão do país”.

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A República Islâmica absteve-se, no entanto, de bater com a porta, tendo o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baghai, afirmado que “o Irão continua a analisar o plano e a proposta norte-americana”.


Os mercados financeiros mantiveram o cenário otimista, com Wall Street a encerrar em forte alta, na esteira da euforia registada nas bolsas europeias, prosseguida pelos mercados asiáticos, que abriram hoje em forte alta.


O principal índice de bolsa de Tóquio progredia acima dos 4% uma hora após a abertura das negociações e depois de estar encerrado nos primeiros três dias da semana.

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Já o preço do barril de Brent, referência para a Europa, desceu quase 8%, para 101,27 dólares, longe do pico de 126 dólares atingido há alguns dias.


Na terça-feira, sublinhando alegados “grandes progressos alcançados no sentido de um acordo completo e definitivo com os líderes iranianos”, Trump anunciou a suspensão da operação norte-americana, lançada na véspera, para permitir que centenas de navios retidos no Golfo atravessassem o estreito de Ormuz.


Teerão bloqueia a passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos desde o início da guerra, que causou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano.


Washington mantém o bloqueio aos portos iranianos iniciado a 13 de abril, e o Pentágono anunciou na quarta-feira que um petroleiro iraniano que tentou forçá-lo foi neutralizado com a destruição do leme.


Num aparente sinal de evolução no terreno, o porta-aviões francês Charles-De-Gaulle dirige-se para a região do Golfo, segundo Paris, no quadro de uma coligação franco-britânica, formada para garantir a segurança do estreito de Ormuz após um eventual acordo de paz.

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Na ONU, Washington e os Estados do Golfo prepararam uma resolução no Conselho de Segurança exigindo que Teerão cesse os ataques, revele a localização das minas marítimas e se abstenha de cobrar portagem à navegação no estreito, segundo o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A votação deverá ocorrer nos próximos dias.


Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão, que acolheu, a 11 de abril, negociações diretas entre o Irão e os Estados Unidos, disse ter “boas esperanças” de que a dinâmica atual conduza a uma paz duradoura.


Num outro cenário do conflito, Israel está “preparado para todos os cenários” face ao Irão, advertiu o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que sublinhou que o exército do país também está pronto para retomar uma operação “forte e poderosa”.


Na frente libanesa, Netanyahu afirmou na quarta-feira à noite que o exército tinha alvejado um comandante de alto escalão do Hezbollah em Beirute.


Uma fonte próximo do grupo pró-iraniano confirmou à agência de notícias France-Presse que um dirigente do Hezbollah foi morto no ataque — o primeiro nos subúrbios a sul da capital desde o cessar-fogo de 17 de abril.


O Ministério da Saúde libanês registou 11 mortos no sul e no leste do país na quarta-feira, em resultado de bombardeamentos israelitas, apesar da trégua imposta pelos Estados Unidos.


O exército israelita anunciou a interceção de um “alvo aéreo suspeito” proveniente do Líbano após o disparo de sirenes no norte do país na noite de quarta-feira para quinta-feira.


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