A directora geral da saúde, Graça Freitas, referiu, na conferência de imprensa diária desta quinta-feira da Direcção Geral da Saúde (DGS), que no que diz respeito à síndrome respiratória rara em crianças, existe um caso semelhante num hospital do país, que ainda «carece de mais informação», refere rectificando assim a informação dada ontem.
A responsável indica que «a epidemia felizmente não está a crescer. A curva, apesar de ter altos e baixos, tem mantido uma tendência decrescente», refere dizendo que «a nossa epidemia está francamente a descer».
Relativamente ao ponto ‘R’, a responsável indica que é apenas um dos muitos factores, tendo de haver «um equilíbrio entre a dinâmica da epidemia e a dinâmica do descofinamento». Os cálculos são feitos constantemente pelo Instituto Ricardo Jorge, «temos de esperar entre três a cinco dias para saber os ajustes feitos».
«Tudo indica que os novos cálculos do ‘R’ sejam mais baixos do que os valores apresentados», afirma a directora geral da saúde.
A responsável ressalva a importância de isolar rapidamente os casos e os seus contactos, tratando imediatamente as. infecções. Todas as semanas serão analisados os comportamentos da população, verificando o seu impacto nas curvas epidémicas.
Graça Freitas alerta para o facto de que «quem comprar uma máscara comunitária tem de prestar muita atenção às suas características», para que sejam usadas da melhor maneira possível, apelando a que verifiquem a certificação das máscaras e a uma devida fiscalização da ASAE.
«Tenham muita disciplina de não levar as mãos à cara», não estando sempre a mexer na máscara, «coloquem bem, para depois não terem a tentação natural de levar a mão à cara», apela Graça Freitas, dando conta da existência de um campanha de informação nesse sentido, que será divulgada nos próximos dias.
Relativamente à reabertura das creches a responsável diz que serão cumpridas todas as medidas para que seja tudo feito em segurança.
Graça Freitas indica ainda que houve um atraso na notificação dos casos de infecção de ontem, que passaram a ser incluídos no boletim de hoje, «sobretudo na região norte», explica.
O secretário de estado da saúde, António Sales, também marcou presença na conferência, dizendo que desde o dia 1 de Março realizaram-se mais de 396 mil testes, 80% em Abril, que foi um mês «decisivo na resposta à pandemia».
Portugal conta com uma média de cerca de 13 mil testes por dia: 47% no público, 44% nos privados e os restantes nos outros laboratórios. O stock nacional de testes é de mais de um milhão, que foram distribuídos cerca de 328 mil pelas administrações regionais de saúde, segundo o responsável.
Estão encomendadas cerca de 12 milhões de máscaras FFP2, estando já entregues cerca de cinco milhões, segundo responsável que sublinha que são números «que nos deixam confortáveis».
«Se Abril foi um mês importante, Maio é determinante», garante António Sales apelando a que todos continuem a cumprir com as normas estabelecidas, referindo que «o levantamento do estado de emergência obriga-nos a estar ainda mais alerta».
António Sales refere ainda que já foram emitidos 202 certificados para permitir a produção nacional de máscaras: 71 para máscaras comunitárias e 46 reutilizáveis. Existem actualmente 60 empresas a produzir. O responsável sublinha que o uso de máscaras se complementa com as restantes medidas.
Relativamente ao medicamento Remdesivir, o responsável refere que têm vindo a acompanhar todos os ensaios e estudos, mas não existe ainda nenhuma conclusão concreta.
O responsável refere ainda que as consultas não presenciais aumentaram 36,8%, por sua vez existiu uma redução geral de todos os outros serviços.
Portugal regista actualmente 25.045 casos de infecção do novo coronavírus, um aumento de 540 face ao dia anterior e ainda cerca 989 de vítimas mortais, de acordo com os dados mais recentes divulgados há instantes no boletim epidemiológico da DGS.














