O volume de negócios consolidado em 2019 da Sonaecom atingiu os 132,4 milhões de euros, aumentando 21,1% quando comparado com 2018, ou 3,8% numa base comparável, assumindo as mesmas empresas do portefólio em ambos os períodos, segundo comunicado enviado, esta quarta-feira, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
A Sonaecom, sub-holding do Grupo Sonae para as áreas de Tecnologia, Media e Telecomunicações, criada em 1994, detalha que esta evolução positiva teve o contributo quer da área de media quer de tecnologia, com esta última a apresentar um crescimento de 24,8% face a 2018, ou 4,3% numa base comparável.
O Grupo detalha ainda que o resultado líquido atribuível fixou-se em 51,6 milhões de euros, abaixo dos 68,4 milhões de euros obtidos em 2018.
Na assembleia-geral desta quarta-feira, os acionistas da Sonaecom aprovaram a distribuição de um dividendo ilíquido de 0,083 euros por ação, conforme proposto pelo conselho de administração. No total, a Sonaecom irá distribuir pelos acionistas um valor de 25.841.223,07 euros, o que corresponde a 50% dos resultados líquidos obtidos no ano passado.
Sobre os custos, os operacionais ascenderam a 144,8 milhões de euros, 25,2% acima do valor registado em 2018, enquanto os que se prendem com pessoal cresceram 47,8% refletindo o aumento do número médio de colaboradores, também impulsionado pela consolidação da Nextel e da Excellium.
Os custos comerciais aumentaram 15,1% para 74,6 milhões de euros, maioritariamente justificado pelo acréscimo do custo das vendas, e alinhado com o aumento das Vendas.
Os outros custos operacionais aumentaram 22,6%, maioritariamente devido ao aumento dos Serviços Subcontratados, também explicado pela consolidação da Nextel e da Excellium.
O EBITDA total atingiu 30,5 milhões de euros, incluindo 11,5 milhões de euros de itens não recorrentes, os quais correspondem às mais-valias geradas pela venda da Saphety e da WeDo, deduzidas de outros custos não recorrentes de 2,1 milhões de euros.
A mais valia gerada pela venda da WeDo é baseada no valor fixo de 70 milhões de dólares e deduzido dos custos decorrentes da venda. O preço total inclui também uma componente diferida e variável dependente da performance dos negócios até 31 de dezembro de 2021, e com um valor máximo de 27 milhões de dólares.
Em 2018, os itens não recorrentes atingiram os 38,3 milhões de euros, devido à mais valia gerada pela ronda de financiamento da Outsystems.
Os resultados de equivalência patrimonial, impulsionados principalmente pelo contributo da ZOPT que, por sua vez, depende do Resultado Líquido da NOS, diminuíram para 27,9 milhões de euros. O EBITDA subjacente foi negativo em 7,8 milhões de euros, diminuindo 3,2 milhões de euros face a 2018, fortemente influenciado pela contribuição negativa das novas empresas consolidadas.
O EBIT da Sonaecom diminuiu de 60,0 milhões de euros em 2018 para 20,3 milhões de euros, explicado pelo menor nível de EBITDA e pelo maior nível de depreciações.
Os Resultados Financeiros atingiram 0,1 milhões de euros negativos em 2019, que compara com 0,2 milhões positivos no ano anterior.
O EBT da Sonaecom diminuiu de um valor de 60,3 milhões para um valor de 20,3 milhões de euros, explicado pelo desempenho ao nível do EBIT e pelos Resultados Financeiros.
O Resultado Indireto atingiu um valor de 27,1 milhões de euros, que compara com um valor de 15,1 milhões de euros em 2018, impactado pelos ajustamentos ao justo valor em alguns dos ativos dos Fundos Armilar (AVP).
O CAPEX Operacional da Sonaecom aumentou para 10,4 milhões de euros, representando 7,9% do Volume de Negócios, 1,1 p.p. acima do valor de 2018. Excluindo o impacto da IFRS16, o CAPEX Operacional seria de 4,9 milhões de euros, 1,3 milhões de euros acima de 2018, sem o impacto da IFRS16.
A posição de cash totalizou 236,5 milhões de euros, apresentando um crescimento de 29,7 milhões de euros desde dezembro de 2018. Excluindo os impactos da IFRS16, a posição de cash seria de 250,6 milhões de euros, 31,1 milhões acima de dezembro de 2018, impulsionada por 47,0 milhões de euros de dividendos recebidos da ZOPT e por 36,9 milhões de euros de aumento líquido resultante da atividade de investimento e apesar da distribuição de dividendos de 34,2 milhões de euros e do cash flow operacional negativo de 17,9 milhões de euros.
Recorde-se que a sua carteira de negócios inclui a área de Software and Technology, com a Sonae Investment Management, a área de Online & Media, onde se enquadram negócios como o ”Público”, jornal diário generalista e a área das Telecomunicações, onde detém uma participação relevante no Grupo NOS, o qual constitui, destacadamente, o principal ativo do seu portefólio.
A Sonaecom detém uma participação de 50% na ZOPT, SGPS, S.A., a qual, por sua vez, detém 52,15% do capital social da NOS, SGPS, S.A. (NOS).






