A imposição de “bloqueios estruturados” de oito meses poderia reduzir pela metade a destruição económica que seria causada pela covid-19 se nenhuma medida de distanciamento social fosse imposta, segundo defendem os economistas da Universidade de Cambridge e da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed).
A reabertura da economia tem vindo a revelar-se um ponto de tensão em alguns países, com os danos económicos a rivalizar com a premente proteção da saúde pública, ainda pressionados pelas ondas de protestos contra as medidas restritivas, como acontece nos Estados Unidos ou no Brasil.
Concluindo então que não impor qualquer bloqueio seria “extremamente arriscado” para a produção económica, pois a disseminação do vírus atingiria trabalhadores de setores vitais para manter as economias desenvolvidas a funcionar.
Sem qualquer distanciamento social, a força de trabalho principal seria fortemente atingida – e a economia diminuiria a uma taxa mensal máxima de 30%, à medida que os seus setores fossem pressionados, projetou o estudo.
Assim, os economistas alegam que, para proteger ao máximo a economia, os “trabalhadores principais” – aqueles em setores-chave como saúde, alimentação e transporte – devem ser separados do restante da população trabalhadora.












