A violência política nos Estados Unidos conheceu um novo episódio grave com um terceiro atentado contra o presidente Donald Trump desde 2024. Desta vez, o incidente ocorreu durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado no hotel Hilton, em Washington.
O ataque aconteceu poucos minutos após o início do evento, que reunia cerca de 2.500 convidados, entre jornalistas, políticos e figuras públicas. O ambiente festivo transformou-se rapidamente em caos quando se ouviram disparos nas imediações da sala principal.
Inicialmente confundidos com ruído de objetos a cair, os disparos provocaram rapidamente o pânico generalizado. Jornalistas e membros do Governo lançaram-se para o chão, enquanto agentes do Serviço Secreto entravam na sala com armas em punho.
Segundo o jornal ABC, ouviram-se ordens claras como “ao chão”, enquanto os agentes tentavam identificar a ameaça e garantir a segurança dos presentes. O presidente foi evacuado sob forte proteção, juntamente com a primeira-dama, Melania Trump, e outros altos responsáveis.
Apesar da urgência da situação, Trump mostrou resistência inicial em abandonar o local, pedindo esclarecimentos e indicando que fosse dada prioridade à evacuação de outras pessoas mais vulneráveis.
O suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi intercetado antes de conseguir entrar no salão principal. Estava armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas.
O confronto com as autoridades ocorreu nas imediações de um ponto de controlo de segurança, tendo havido troca de tiros. Um agente ficou ferido no peito, mas o colete à prova de balas evitou consequências mais graves.
O atacante foi detido com vida e transportado para o hospital sob custódia policial. As autoridades acreditam que terá atuado sozinho, embora a investigação continue em curso para apurar motivações e possíveis ligações.
Falhas de segurança levantam dúvidas
O incidente levanta questões sérias sobre a segurança num dos eventos mais importantes do calendário político americano. Segundo o ABC, houve falhas no controlo de acessos, com verificações limitadas e ausência de validação rigorosa de identidades.
Estas vulnerabilidades permitiram que o suspeito se aproximasse perigosamente de uma zona onde se encontrava grande parte da liderança política do país, incluindo membros da linha de sucessão presidencial.
Após o incidente, Donald Trump reapareceu na Casa Branca para prestar declarações à imprensa. Ainda vestido com o fato de gala, classificou o episódio como “inesperado”, mas elogiou a atuação das forças de segurança.
O presidente afirmou não temer um aumento da violência política, descrevendo este tipo de situações como “parte do trabalho”. Aproveitou ainda para agradecer aos jornalistas e elogiar a organização do evento.
Este é o terceiro atentado contra Trump desde 2024, num contexto de forte polarização política nos Estados Unidos. A repetição destes episódios levanta preocupações sobre a escalada da violência e a segurança das principais figuras políticas do país.
A investigação continua, com o FBI a analisar o percurso, motivações e possíveis ligações do atacante. A principal questão permanece: como foi possível a um homem armado aproximar-se tanto de um dos eventos mais protegidos dos EUA.










