COVID-19. O que não fazer quando reabrir o seu negócio

Assumir que o distanciamento social será fácil de implementar é um dos erros a evitar.

Executive Digest

Agora que alguns países, incluindo Portugal, se preparam para aliviar progressivamente as restrições impostas na sequência da pandemia de COVID-19, poderá ser tentador regressar ao “business as usual”. Porém, haverá regras a cumprir e novas formas de funcionamento a respeitar.

Além das orientações divulgadas pelas autoridades competentes, a Inc. reuniu um conjunto de conselhos e erros a evitar dirigido a todas as empresas que pretendem reabrir portas em breve. Cabe aos empregadores garantir a segurança de todos os funcionários e clientes, garante a publicação norte-americana depois de ouvir Travis Vance, advogado da Fisher & Phillips.

Para que o número de queixas ou mesmo processos em tribunal não aumente na sequência da reabertura da economia, eis cinco dicas daquilo que não se deve fazer:

1 – Adoptar automaticamente um procedimento de medição da temperatura. Receber os colaboradores de termómetro em punho poderá parecer uma medida de segurança inteligente, até que se começa a pensar bem nos desafios logísticos envolvidos: como guardar os dados biométricos privados recolhidos? Como compensar os empregados pelo tempo que esperaram na fila?

A menos que esta seja uma medida obrigatória apontada pelo Governo, valerá a pena considerar todos os prós e contras de medir a temperatura dos colaboradores diariamente;

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2 – Assumir que o distanciamento social será fácil de implementar. Embora possa parecer simples em teoria, as empresas não devem assumir que será fácil implementar o distanciamento social necessário entre funcionários. Não são apenas as secretárias – no caso de escritórios – que precisam de ser afastadas. Também é preciso pensar na logística que envolverá uma ida à casa de banho ou copas para almoço. Uma solução possível passa por garantir que os corredores têm apenas um sentido de circulação para que não haja interacções cara a cara;

3 – Assumir que todos os colaboradores se sentirão seguros em regressar ao trabalho. Mesmo que todas as medidas de segurança sejam tomadas, é natural que pelo menos alguns funcionários não se sintam confortáveis com a ideia de voltar à rotina. As empresas devem, por isso traçar um plano para a eventualidade de muitas pessoas não quererem regressar ao local de trabalho, percebendo, por exemplo, quem pode de facto continuar em teletrabalho;

4 – Equipar a equipar com máscaras sem considerar os procedimentos adequados. Não basta garantir que os colaboradores têm máscaras ao seu dispor. Segundo Travis Vance, é importante ter também a certeza de que sabem como utilizá-las;

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5 – Não ter um plano sobre como lidar com visitas. O último erro a evitar, de acordo com o advogado norte-americano será o de não ter um plano pensado para quando pessoas externas à empresa estiverem de visita. Todos os cuidados tidos com os colaboradores serão em vão se vier alguém de fora que não seja alvo do mesmo tipo de procedimentos.

E não se trata somente de reuniões com parceiros ou clientes, por exemplo. Também a entrega de encomendas deverá ser abordada com cuidados extra.

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