Os Estados Unidos continuam a acelerar a modernização do seu arsenal militar com recurso à tecnologia. Desta vez, o Corpo de Fuzileiros Navais está a testar uma plataforma de artilharia totalmente autónoma, capaz de se deslocar e operar sem intervenção humana direta.
De acordo com o El Español, este novo sistema está a ser desenvolvido em parceria com a empresa tecnológica Overland AI e já demonstrou capacidades avançadas em cenários de combate exigentes.
A nova solução, designada Rogue Fires, integra a Unidade Terrestre Operada Remotamente para Fogo Expedicionário e representa um avanço significativo nas operações militares modernas. Esta plataforma já consegue manobrar de forma independente em terrenos hostis, mesmo em ambientes onde o GPS foi neutralizado e as comunicações por rádio são instáveis ou inexistentes.
Este tipo de capacidade é particularmente relevante em cenários de guerra contemporânea, onde a interferência eletrónica é cada vez mais comum. Ao operar sem necessidade de ligação constante a operadores humanos, o sistema garante maior resiliência e eficácia em missões críticas.
O desempenho do Rogue Fires baseia-se na integração de duas tecnologias principais: o sistema OverDrive e o pacote SPARK. De acordo com o El Español, o OverDrive funciona como o “cérebro” da plataforma, processando dados em tempo real e tomando decisões autónomas, enquanto o SPARK fornece os sensores e a capacidade computacional que permitem interpretar o ambiente físico.
Durante os testes mais recentes, o veículo operou durante várias horas em terrenos mistos sem qualquer supervisão manual. Além disso, conseguiu coordenar-se com veículos tripulados e não tripulados, executando manobras conjuntas de forma eficiente.
Uma das principais mais-valias desta tecnologia está na sua aplicação em missões litorais e expedicionárias, frequentemente realizadas em zonas isoladas e sem infraestrutura. Nestes contextos, depender de comunicações remotas pode comprometer toda a operação.
Ao eliminar a necessidade de tripulação a bordo, os militares podem posicionar sistemas de lançamento de mísseis e foguetes mais próximos dos alvos, reduzindo riscos humanos e aumentando a capacidade de resposta. Esta abordagem permite manter os operadores fora do alcance da contra-artilharia inimiga.
Outro ponto relevante é a flexibilidade do sistema. Em vez de exigir o desenvolvimento de novos veículos, a tecnologia da Overland AI foi concebida como um kit adaptável. Isto significa que pode ser integrada em plataformas terrestres já existentes, acelerando o processo de implementação e reduzindo custos.
Este avanço reforça a tendência crescente de automatização no setor da defesa, onde sistemas autónomos estão a assumir um papel cada vez mais central nas estratégias militares globais.













