Wall Street fecha em baixa afetada pelo nervosismo dos investidores

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, afetada pelo nervosismo dos investidores perante as incertezas crescentes no Médio Oriente, ao mesmo tempo que se mantêm atentos aos resultados das empresas.

Executive Digest com Lusa

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, afetada pelo nervosismo dos investidores perante as incertezas crescentes no Médio Oriente, ao mesmo tempo que se mantêm atentos aos resultados das empresas.


No dia seguinte a dois dos seus índices emblemáticos terem estabelecido novos recordes – o tecnológico Nasdaq e o alargado S&P500 -, hoje foi dia de invasão de tendência, com aquele a cair 0,89%, este 0,41% e o seletivo Dow Jones Industrial Average 0,36%.


Para Art Hogan, da B. Riley Wealth Management, houve nos últimos dias “um braço de ferro entre resultados que saíram melhor do que previsto e o facto de as notícias provenientes do Estreito de Ormuz não terem melhorado”.


E hoje, como disse à AFP, “houve a impressão de que a atenção dada aos resultados foi eclipsada pela subida dos preços da energia”.


As cotações do petróleo continuam a subir, devido “à deceção suscitada pelo fracasso da reabertura do Estreito de Ormuz, conjugada com a expectativa tensa das próximas negociações” entre Washington e Teerão, estimou Carsten Fritsch, do Commmerzbank.

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   Donald Trump garantiu hoje que tinha “todo o tempo do mundo” na guerra ao Irão, onde o cessar-fogo em vigor desde há duas semanas parece estar suspenso por um fio.


Meios iranianos têm informado sobre explosões em Teerão e o ministro da Defesa israelita declarou-se pronto para retomar os ataques.


Em termos da economia, Adam Turnquist, da LPL Financial, considera que “as taxas de juro dos empréstimos obrigacionistas e o petróleo permanecem em níveis desconfortavelmente elevados”.

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Os títulos da dívida pública federal dos EUA a 10 anos estão com um rendimento de 4,32%.


Contudo, para os analistas da Briefing.com, é preciso relativizar o recuo bolsista.


“O Nasdaq estava com uma subida de 14,2% no mês, antes de hoje; portanto, não é exagerado dizr que estava vulnerável a alguma realização de ganhos”, avançaram.


Já da parte das empresas, os resultados trimestrais têm contribuído para  animar os dias.


Por exemplo, hoje a Texas Instruments valorizou 20%, com os analistas da Briefing.com a salientarem-lhe um “vigor generalizado” e “uma dinâmica nova”.

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Já na Tesla, a perspetiva de investimentos elevados no ano em curso, estimados em 25 mil milhões de dólares, predominou sobre os resultados acima do esperado e causou uma desvalorização de 3,56%.


Os atrasos na realização de contratos previstos com clientes no Médio Oriente, dada a ofensiva israelo-norte-americana contra o Irão, levou o editor de programas informáticos a ServiceNow a recuar 17,59%, arrastando consigo a Adobe (-6,63%) e a Oracle (-5,98%).


Nos indicadores do dia, as inscrições semanais para o subsídio de desemprego ficaram algo acima das expectativas.


 

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