Nem Ferrari, nem supercarro: apanharam esta superestrela ao volante de um modelo que ninguém esperava

Quando se pensa na garagem de Lewis Hamilton, a imagem surge quase automática: máquinas extremas, motores furiosos, linhas agressivas e modelos feitos para acelerar corações antes mesmo de acelerarem na estrada…

Automonitor

Quando se pensa na garagem de Lewis Hamilton, a imagem surge quase automática: máquinas extremas, motores furiosos, linhas agressivas e modelos feitos para acelerar corações antes mesmo de acelerarem na estrada. Ferrari, Pagani, McLaren, clássicos raros, peças de coleção. Tudo isso encaixa no retrato habitual do heptacampeão do mundo de Fórmula 1.

Por isso, a surpresa chegou por outro caminho.

Longe do ruído e sem grande encenação pública, surgiu um detalhe inesperado da vida privada de Hamilton, relatou o jornal espanhol ‘El País’: um carro que foge por completo ao estereótipo do supercarro exuberante. Nada de asas gigantes, postura de pista ou estética de competição. Desta vez, o nome em destaque é outro: Mercedes-Maybach Classe S.

Uma escolha que diz muito sem fazer barulho

Há carros feitos para chamar atenção a quilómetros de distância. E há carros que fazem o contrário: impõem-se pelo silêncio. É precisamente aí que entra o Maybach Classe S, o modelo mais exclusivo da marca alemã e uma referência absoluta no universo das grandes berlinas de luxo.

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Com mais de 5,5 metros de comprimento, este modelo não foi pensado para bater tempos por volta nem para protagonizar arranques violentos nos semáforos. A prioridade é outra: conforto total, isolamento do mundo exterior e uma sensação de viagem que se aproxima mais de uma primeira classe sobre rodas.

Num universo em que muitos famosos escolhem automóveis para serem vistos, este é um carro pensado para ser vivido por dentro.

O banco mais importante não é o do condutor

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No Maybach Classe S, o lugar nobre não está necessariamente ao volante. A zona traseira foi desenhada como um espaço independente, quase como uma sala privada em movimento.

Os bancos reclinam, a climatização é individual, os materiais são de topo e o silêncio dentro da cabine torna-se parte da experiência. O objetivo não é impressionar pela brutalidade mecânica, mas pelo refinamento contínuo.

Há sistemas de massagem, iluminação ambiente configurável, tecnologia de infoentretenimento avançada e uma atenção obsessiva ao detalhe. Tudo foi pensado para transformar deslocações longas em viagens suaves e sem esforço.

Debaixo do capô, o luxo continua

Mesmo sendo um carro centrado no conforto, não lhe falta músculo. Esta versão utiliza um motor V12 de 6,0 litros com mais de 600 cavalos. Só que, ao contrário do que acontece num superdesportivo, aqui a potência não entra em cena para intimidar.

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Serve antes para garantir aceleração progressiva, suavidade absoluta e ausência quase total de vibrações. Em vez de explosão, há deslize. Em vez de dramatismo, há serenidade mecânica.

É um carro rápido, mas sem necessidade de o provar.

A edição que poucos podem ter

O exemplar associado a Hamilton torna tudo ainda mais raro. Trata-se da edição criada em colaboração com Virgil Abloh, designer influente da moda e cultura contemporânea, desaparecido em 2021.

Foram produzidas apenas 150 unidades em todo o mundo, cada uma numerada e com elementos exclusivos que cruzam a identidade visual da Maybach com a assinatura criativa de Abloh.

O acabamento bicolor é uma das marcas mais reconhecíveis desta versão: preto na parte superior, tom areia na inferior, numa combinação elegante que foge ao excesso sem perder presença. O interior segue a mesma lógica, com contrastes claros e escuros cuidadosamente equilibrados.

Cada unidade foi ainda entregue com objetos personalizados, incluindo caixa de apresentação, réplica em escala e detalhes próprios desta série limitada.

Porque surpreende tanto?

Porque Hamilton construiu também uma imagem pública ligada à velocidade pura, à paixão por carros extremos e à cultura automóvel mais emocional. Ao lado de Ferrari históricas ou hipercarros radicais, este Maybach parece quase uma pausa.

Mas talvez revele precisamente outra fase. Menos espetáculo, mais substância. Menos necessidade de provar, mais vontade de escolher.

E não está sozinho. Nomes como Erling Haaland e Vinícius Júnior também surgem ligados a esta edição, sinal de que entre algumas superestrelas começa a crescer outro tipo de luxo: o de se destacar sem gritar.

No fundo, o carro inesperado na garagem de Lewis Hamilton talvez seja isso mesmo — uma lembrança de que o verdadeiro estatuto nem sempre faz barulho.

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