Irão: Israel nega ataques após ativação da defesa aérea em Teerão

Israel negou hoje que esteja a conduzir operações militares em território iraniano, em resposta a relatos de ativação de defesa aérea em Teerão.

Executive Digest com Lusa

Israel negou hoje que esteja a conduzir operações militares em território iraniano, em resposta a relatos de ativação de defesa aérea em Teerão.


Segundo uma fonte de segurança israelita que falou à agência Efe, “Israel não está a conduzir nenhuma operação militar em território iraniano”.


A reação surge depois de vários órgãos de comunicação social iranianos terem noticiado a ativação de sistemas de defesa aérea em Teerão, sem fornecer detalhes sobre o motivo.


Poucas horas antes, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, declarou que o seu país aguarda “a luz verde” dos Estados Unidos para “retomar a guerra contra o Irão” e “completar a eliminação da dinastia Khamenei”.


“Estamos a aguardar luz verde dos Estados Unidos para completar a eliminação da dinastia Khamenei (…) e também para fazer regressar o Irão à Idade da Pedra e às trevas, destruindo as suas principais instalações de energia e eletricidade e a sua infraestrutura económica nacional”, declarou Katz numa mensagem vídeo divulgada pelo seu gabinete após discutir a situação de segurança com altos comandantes militares.

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira a sua decisão de prolongar indefinidamente o cessar-fogo com o Irão até que o Governo da República Islâmica, que considera dividido, apresente uma proposta de acordo unificado.


Trump tomou esta decisão poucas horas antes do fim do cessar-fogo, previsto para quarta-feira, apesar de ter declarado na terça-feira que não pretendia prolongá-lo e que estava preparado para retomar o bombardeamento do Irão.


As negociações entre o Irão e os Estados Unidos continuam paralisadas devido à recusa de Teerão em dialogar, enquanto Washington mantém o bloqueio naval aos seus portos e navios.

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Trump voltou a acusar Teerão de estar a “ter muita dificuldade em perceber quem é o seu líder” e ordenou à Marinha norte-americana a destruição de todas as embarcações lança-minas no estreito de Ormuz, em duas publicações na sua rede social.


 

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