Comissão de Inquérito ao INEM aprova envio do depoimento da ministra da Saúde ao MP

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao INEM aprovou hoje a extração do depoimento da ministra da Saúde prestado na terça-feira para que seja enviado ao Ministério Público, na sequência de um requerimento do Chega.

Executive Digest com Lusa

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao INEM aprovou hoje a extração do depoimento da ministra da Saúde prestado na terça-feira para que seja enviado ao Ministério Público, na sequência de um requerimento do Chega.


Na reunião de hoje, o deputado do Chega, Pedro Frazão, justificou o pedido de envio das declarações de Ana Paula Martins para o Ministério Público, para eventual instauração de inquérito criminal, por considerar que “ficou bastante claro que existiram contradições” sobre o que referiu a ministra na audição.


“Alguém que está num gabinete ministerial e que não é informado de mortes que estão a ocorrer, devido a uma greve que está em curso no INEM, simplesmente não é verosímil, nem cabe dentro da realidade”, alegou o deputado, para quem “não podem existir ministros intocáveis”.


O requerimento do Chega alega que em causa está a eventual prestação de falsas declarações em sede de inquérito parlamentar, uma situação que, a confirmar-se, pode configurar matéria de natureza criminal.


Na discussão do requerimento, o deputado social-democrata, Miguel Guimarães, salientou que os argumentos do Chega constituíram uma “exposição falaciosa que não está suportada em evidência científica”, manifestando o voto contra do PSD ao requerimento, mas também o seu protesto ao modo como foi apresentado.

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Sofia Andrade, da bancada do PS, salientou que não subscrevia as considerações apresentadas por Pedro Frazão, mas reconheceu que “persistem algumas inconformidades nas declarações” que a ministra da Saúde proferiu na CPI na terça-feira.


“Se existirem dúvidas, essas devem ser analisadas por quem tem poder para o fazer e, portanto, não iremos inviabilizar o requerimento”, declarou a parlamentar socialista.


A CPI ao INEM pretende apurar responsabilidades durante a greve às horas extraordinárias dos técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) no final de 2024, assim como a relação das tutelas políticas com o instituto desde 2019.

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Durante esta greve, que em 04 de novembro de 2024 coincidiu com uma paralisação da administração pública, registaram-se 12 mortes, três das quais associadas a atrasos no socorro, segundo a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).


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