Faturação da Heineken aumenta 1,4% para 7.892 milhões de euros no 1.º trimestre

As vendas da holandesa Heineken aumentaram 1,4%, para 7.892 milhões de euros, no primeiro trimestre em termos homólogos, tendo o volume total de cerveja comercializada atingido 66,4 milhões de hectolitros, mais 2,8%, foi hoje anunciado.

Executive Digest com Lusa

As vendas da holandesa Heineken aumentaram 1,4%, para 7.892 milhões de euros, no primeiro trimestre em termos homólogos, tendo o volume total de cerveja comercializada atingido 66,4 milhões de hectolitros, mais 2,8%, foi hoje anunciado.

No trimestre em análise, as receitas líquidas da cervejeira situaram-se nos 6.703 milhões de euros, um aumento de 2,5%, e as despesas com impostos especiais ascenderam a 1.189 milhões de euros, um aumento de 4,3%, anunciou a empresa em comunicado.

Por regiões, a Heineken aumentou em 4,5% as receitas líquidas em África e no Médio Oriente, para 1.071 milhões de euros, enquanto no continente americano as vendas líquidas subiram 9,4% para 2.474 milhões de euros.

Pelo contrário, na Europa as receitas líquidas caíram 2,8%, para 2.272 milhões de euros, tendo recuado 6% na Ásia-Pacífico, para 1.017 milhões de euros.

Em meados de janeiro, a Heineken concluiu a primeira fase de um programa de recompra de ações no valor de 750 milhões de euros, de um total de 1.500 milhões anunciado no exercício anterior. Em meados de fevereiro arrancou a segunda parte deste programa, relativa aos restantes 750 milhões de euros.

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As projeções da empresa preveem para este ano um crescimento orgânico entre 2% e 6% no resultado operacional, apesar da volatilidade e do impacto dos preços da energia.

Com base no impacto até à data, e aplicando as taxas de câmbio à vista de 21 de abril passado aos resultados financeiros de 2025 como base para o resto do ano, o impacto positivo calculado para o ano completo seria de aproximadamente 250 milhões de euros nas receitas líquidas, 10 milhões de euros no lucro operacional e 10 milhões de euros no lucro líquido.

“Desde o início do ano, o comércio mundial tornou-se mais complexo e volátil, com impactos na disponibilidade e nos custos da energia em determinados mercados. Isto gera pressões inflacionistas que poderão afetar a confiança do consumidor a médio prazo”, indicou o presidente executivo da Heineken.

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Dolf van den Brink destacou que a cervejeira teve “um primeiro trimestre sólido, com um crescimento de volume de qualidade”, impulsionado pelas suas marcas globais e ‘premium’ e por segmentos chave de crescimento.

“Aproveitando a nossa presença vantajosa, os mercados prioritários lideraram o crescimento”, acrescentou.

Face à sua saída iminente do cargo, em 31 de maio, Dolf van den Brink agradeceu aos clientes, investidores e colaboradores pela “confiança” demonstrada ao longo dos últimos seis anos.

“Deixo a empresa com a firme convicção do potencial a longo prazo da categoria da cerveja e da capacidade da Heineken para impulsionar e aproveitar o crescimento que criará valor sustentável nas próximas décadas”, assegurou.

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