Pacote laboral: UGT chumba proposta do Governo “por unanimidade” e prepara-se “para a luta” caso siga para o Parlamento

Mario Mourão, líder da UGT, anunciou esta quinta-feira, que o Secretariado Nacional da estrutura sindical chumbou “por unanimidade” a mais recente proposta do Governo do pacote laboral. Ainda assim, o sindicalista sustenta que a UGT continua “disponível” para negociar com o ministério liderado por Maria do Rosário Palma.

Pedro Zagacho Gonçalves

Mario Mourão, líder da UGT, anunciou esta quinta-feira, que o Secretariado Nacional da estrutura sindical chumbou “por unanimidade” a mais recente proposta do Governo do pacote laboral. Ainda assim, o sindicalista sustenta que a UGT continua “disponível” para negociar com o ministério liderado por Maria do Rosário Palma.

“O Secretariado Nacional rejeitou a proposta, mas também ficou decidido que a UGT continua sempre disponível, se o Governo tiver alguma proposta que queira fazer, no sentido de trabalhar para um acordo, a UGT está completamente disponível”, afirmou Mário Mourão, remetendo eventual avanço para um acordo em reuniões “em sede de concertação social”.

o líder da UGT diz que “será a ministra do Trabalho a decidir”. “Estava a aguardar uma decisão, e por unanimidade está rejeitado o pacote laboral”.

Mário Mourão reforçou que a UGT “está disponível se houver hipótese de aproximar posições”, mas demarcou algumas das linhas vermelhas das quais a estrutura sindical não vai abdicar, como a questão do outsourcing, o banco de horas, a jornada contínua ou a não-reintegração de trabalhadores “despedidos injustamente”.

A ministra do Trabalho já tinha admitido que, caso não se chegasse a acordo, a proposta seguiria de qualquer forma para a Assembleia da República. Confrontado com essa situação, o líder da UGT afirmou que já estão “preparados para a luta”, na concretização desse cenário. “Se o Governo diz que não há mais negociação, a proposta vai para o parlamento. E a UGT está no dia seguinte junto dos grupos, a influenciar para que seja melhorada. e não vamos baixar os braços ao trabalho que a UGT tem de fazer em nome dos trabalhadores”, prometeu Mário Mourão.

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