Bastaram poucos segundos para uma saída de portagem se transformar num pesadelo ao volante de um superdesportivo. O ‘L’Automobile Magazine’ conta que um condutor suíço foi apanhado a 206 km/h numa autoestrada limitada a 110 km/h, logo depois de deixar a Suíça pelo cantão de Genebra, ao volante de um Lamborghini Revuelto. O resultado foi imediato: ficou sem carta e sem carro, que acabou apreendido pela polícia francesa.
O caso ocorreu na saída da portagem de Nangy, pouco depois do posto alfandegário de Gaillard, nos arredores de Genebra. A unidade de intervenção rápida de Saint Julien-en-Genevois estava no local a realizar uma operação de controlo quando detetou o coupé preto a acelerar com demasiada vontade mal passou a barreira.
Os militares seguiam num Cupra Leon e registaram 206 km/h numa via em direção a Chamonix, onde o limite é de 110 km/h. Num carro como o Lamborghini Revuelto, a aceleração pode ser quase instantânea, mas desta vez a demonstração de potência terminou com a intervenção imediata da gendarmaria da Alta Sabóia.
#FastAndFourrière ❌ 206 km/h, ce n'est pas le record de l'année pour cette Lamborghini. 😰
🚘 C'est la vitesse à laquelle elle a été interceptée par le peloton motorisé de Bonneville en #HauteSavoie, sur une route limitée à 110.
➡️ Permis suspendu 🪪
➡️ Véhicule mis en fourrière pic.twitter.com/yuFgU7aGoP— Gendarmerie nationale (@Gendarmerie) April 19, 2026
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Apesar de se tratar de um condutor suíço, isso não evitou consequências pesadas. A carta de condução foi confiscada e o veículo apreendido e removido do local. O episódio serviu também para recordar que uma matrícula estrangeira não protege automaticamente quem comete infrações graves fora do seu país.
Mais à frente, o ‘L’Automobile Magazine’ sublinha que a troca de dados entre França e Suíça permite comunicar automaticamente este tipo de infrações ao país de residência do condutor. Isso significa que a suspensão da carta também pode produzir efeitos na Suíça, além de os tribunais franceses poderem impor uma proibição de conduzir em território francês.
Há ainda outro detalhe que agrava a situação dos condutores estrangeiros. França aplica um sistema de carta de condução ‘virtual’ com pontos para quem conduz com licença emitida noutro país. Se esses pontos chegarem a zero por causa de infrações cometidas em França, o condutor pode ficar proibido de conduzir no país durante um ano. Se desrespeitar essa proibição, arrisca prisão, multa e apreensão imediata do veículo.
Neste caso, o condutor suíço terá agora margem para contestar judicialmente a decisão e tentar recuperar tanto a carta como o Lamborghini. Mas a imagem já ficou: uma saída de portagem, um Lamborghini Revuelto, um excesso de velocidade brutal e uma viagem que acabou quase no mesmo instante em que parecia começar.





