Líder do órgão eleitoral demite-se após problemas nas presidenciais do Peru

O chefe do órgão eleitoral do Peru, Piero Corvetto, demitiu-se após uma primeira volta das presidenciais marcada por problemas na entrega do material eleitoral e alegações de fraude eleitoral.

Executive Digest com Lusa

O chefe do órgão eleitoral do Peru, Piero Corvetto, demitiu-se após uma primeira volta das presidenciais marcada por problemas na entrega do material eleitoral e alegações de fraude eleitoral.


Após a demissão de Corvetto, o Gabinete Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, na sigla em castelhano) anunciou na terça-feira que o diretor-geral do órgão, Bernardo Pachas Serrano, assumirá o cargo interinamente até à conclusão do processo eleitoral em curso no país andino.


Nove dias depois da primeira volta, as identidades dos dois candidatos que avançam para a segunda volta são ainda desconhecidas.


Os resultados definitivos das eleições só deverão ser conhecidos em meados de maio, devido à lentidão na contagem e verificação de milhares de boletins de voto contestados.


As eleições de 12 de abril ficaram marcadas por problemas logísticos na distribuição de urnas e boletins, o que atrasou a abertura de várias mesas de voto, especialmente em Lima.

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Perante estas dificuldades, as autoridades prolongaram a votação por mais um dia para mais de 50 mil eleitores afetados pelo encerramento de 13 mesas de voto.


Entretanto, procuradores e forças policiais intervieram nas instalações do ONPE. Piero Corvetto foi acusado, juntamente com outros funcionários, de alegados crimes relacionados com o processo eleitoral.


O ONPE declarou em comunicado de imprensa que a sua Lei Orgânica estipula que “se o cargo de chefe ficar vago durante um processo eleitoral, o funcionário imediatamente inferior assume o cargo de chefe interino”.

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Especificou que, neste caso, o atual diretor-geral é a pessoa adequada para exercer estas funções.


A agência indicou que já tinha sido notificada de que a sessão plenária do Conselho Nacional de Justiça, o órgão máximo de supervisão do poder judicial peruano, que também nomeia o chefe do ONPE, aprovou por unanimidade a demissão de Corvetto na terça-feira.


Assegurou que “o trabalho inerente ao processo eleitoral em curso — que consiste na contagem e contagem dos votos — bem como os preparativos para a segunda volta das eleições presidenciais”, agendada para 07 de junho, “não foi interrompido e não será interrompido”.


O ONPE garantiu que está também a prosseguir em simultâneo com a organização das eleições primárias que antecedem as eleições regionais e municipais de outubro, marcadas para 17 e 24 de maio.


Os problemas logísticos durante as eleições gerais provocaram indignação em vários setores políticos e levaram a um pedido de anulação das eleições por parte de Rafael López Aliaga.

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O candidato de extrema-direita posteriormente propôs a realização de eleições suplementares para permitir que aqueles que, segundo ele, não puderam votar na primeira volta o fizessem.


Com 93,9% das urnas apuradas, a candidata de direita Keiko Fujimori obteve 17% dos votos válidos, o que significa que terá de disputar a segunda volta da eleição presidencial peruana contra o candidato que ficar em segundo lugar.


Esse segundo classificado será o esquerdista Roberto Sánchez, que tem 12%, ou López Aliaga, que tem atualmente 11,9%.


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