Irão: Forças dos EUA abordam petroleiro sancionado no Oceano Índico – Pentágono 

As forças norte-americanas arrestaram um petroleiro sancionado por contrabando de crude iraniano na Ásia, informou hoje o Pentágono, enquanto o Irão protestou na ONU por um anterior apresamento. 

Executive Digest com Lusa

As forças norte-americanas arrestaram um petroleiro sancionado por contrabando de crude iraniano na Ásia, informou hoje o Pentágono, enquanto o Irão protestou na ONU por um anterior apresamento. 


Segundo o Departamento de Defesa norte-americano, as suas forças “realizaram uma interdição marítima de direito de visita” do M/T Tifani, “sem incidentes”,  


O petroleiro, segundo um responsável militar norte-americano que falou à AP sob anonimato, foi capturado na Baía de Bengala — entre a Índia e o Sudeste Asiático — e transportava petróleo iraniano.  


Os militares vão decidir nos próximos quatro dias o que fazer com a embarcação, podendo rebocá-la para os Estados Unidos ou entregá-la a outro país. 


O Pentágono descreveu o Tifani como “apátrida”, apesar de ser um navio com bandeira do Botsuana, asseverando que “as águas internacionais não são refúgio para embarcações sancionadas”.

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“Como já deixámos claro, iremos prosseguir com esforços globais de fiscalização marítima para desmantelar redes ilícitas e intercetar embarcações sancionadas que forneçam apoio material ao Irão — onde quer que operem”, afirmou o Pentágono  


As forças norte-americanas têm intercetado navios ligados a Teerão ou suspeitos de transportar cargas ao serviço dos interesses do governo iraniano, desde armas e petróleo a metais e eletrónica.  


O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, afirmou na semana passada que as ações de fiscalização se estenderiam para além das águas iranianas e da área sob controlo do Comando Central norte-americano. 

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A mais recente interceção ocorreu durante um já frágil cessar-fogo entre Washington e Teerão, e enquanto o Paquistão tenta mediar negociações entre as duas partes. 


O cessar-fogo em vigor expiraria na quarta-feira, mas o Presidente Donald Trump afirmou esta noite que o iria prolongar a pedido do Paquistão. 


O petroleiro é o segundo navio ligado ao Irão intercetado pela Marinha norte-americana, que no domingo atacou e apreendeu no Golfo de Omã um cargueiro com bandeira iraniana, o Touska, que alegadamente tentava contornar o bloqueio aos portos iranianos e estava sujeito a sanções do Departamento do Tesouro. 


Trump afirmou que um contratorpedeiro norte-americano abriu um buraco na casa das máquinas do navio.  


Nas Nações Unidas, o Irão pediu hoje a condenação da apreensão do Touska, classificando o ato como pirataria e uma clara violação do cessar-fogo bilateral. 

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“Tal comportamento apresenta as características da pirataria e representa uma escalada perigosa que põe em sério risco a segurança de rotas marítimas cruciais”, escreveu o embaixador iraniano nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, numa carta hoje ao Conselho de Segurança e ao secretário-geral, António Guterres. 


“Além disso, este ato ilegal constitui uma violação clara e consequente do cessar-fogo de 08 de abril” e um “ato de agressão” nos termos da Carta da ONU, acrescentou. 


“O Irão apela, por isso, “às Nações Unidas, em particular ao Conselho de Segurança e ao secretário-geral, para que tomem uma posição imediata, firme e baseada em princípios, condenando este ato de agressão, garantindo que os responsáveis sejam responsabilizados e exigindo que os Estados Unidos libertem o navio, a sua tripulação e as suas famílias”, refere a carta.  


 

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