O governo italiano anunciou o começo do alívio gradual das restrições do novo coronavírus para o próximo dia 4 de Maio, ainda que algumas lojas parques e restaurantes permaneçam encerrados até dia 1 de Junho. Esta resposta à pandemia foi criticada pelas empresas, pela oposição e até questionada por alguns partidos que se preocupam com o custo económico e social da continuidade do bloqueio, de acordo com a agência ‘Reuters’.
O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, garante que não se arrepende das decisões tomadas: «Se eu pudesse voltar atrás no tempo, faria tudo outra vez. Não posso deixar-me influenciar pela opinião pública, mesmo que eu entenda perfeitamente este tipo de sentimentos», disse citado pelo jornal ‘La Stampa’.
Conte admitiu que o comité científico que o aconselhava era «rigoroso», contudo a sua principal preocupação passava por evitar uma segunda vaga de infecções.
«Se apenas um paciente conseguiu desencadear um surto e um contágio que nos obrigou a bloquear todo o país,é possível imaginar o que poderia acontecer com os 100 mil casos positivos que temos actualmente», disse o responsável.
Apesar das críticas por parte de empresas e políticos, Conte tem sofrido um aumento de popularidade entre os eleitores comuns. Um estudo publicado no sábado pela agência ‘Ipsos’ elevou o seu índice de aprovação para 66%, um aumento de 18 pontos percentuais em apenas dois meses.
Um outro estudo divulgado na segunda-feira pelos investigadores da ‘Demopolis’ mostrou que a sua decisão de manter as escolas fechadas até Setembro foi apoiada por 78% dos inquiridos.
Itália tem sido um dos países mais afectados do mundo pelo novo coronavírus, registando quase 27 mil mortes e cerca de 200 mil casos de infecção desde que o primeiro paciente foi identificado a 21 de Fevereiro.
No entanto, os números tem vindo a diminuir nas últimas duas semanas e alguns governadores regionais anunciaram que vão aliviar as restrições mais rapidamente do que o governo deseja.






