O Presidente francês, Emmanuel Macron, reúne-se esta terça-feira, em Paris, com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, num momento particularmente sensível para o Líbano, marcado por uma trégua frágil de 10 dias entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irão.
O encontro foi anunciado pelo Palácio do Eliseu no domingo e surge num contexto de elevada tensão, após seis semanas de confrontos entre Israel e o movimento xiita libanês, que levaram as duas partes a acordar, na passada quinta-feira, um cessar-fogo temporário com o objetivo de negociar o fim das hostilidades.
De acordo com a Presidência francesa, a visita de Nawaf Salam sublinha o empenho de Emmanuel Macron em garantir o “pleno e completo respeito pelo cessar-fogo no Líbano”, bem como o apoio de França à “integridade territorial” do país.
O Eliseu considera essencial consolidar a trégua alcançada, numa fase em que o risco de escalada continua presente e em que as negociações para pôr termo ao conflito ainda decorrem.
O acordo de cessar-fogo, válido por 10 dias, foi estabelecido para criar espaço diplomático que permita alcançar uma solução duradoura após semanas de combates intensos.
A reunião em Paris acontece um dia depois de França ter responsabilizado o Hezbollah por uma emboscada contra forças de manutenção de paz das Nações Unidas no sul do Líbano, que resultou na morte de um soldado francês e deixou outros três militares feridos.
Segundo o gabinete de Macron, o Presidente francês irá instar as autoridades libanesas a “esclarecer plenamente o incidente” e a “identificar e julgar os responsáveis sem demora”.
Uma avaliação preliminar da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), citada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, concluiu que o ataque foi levado a cabo pelo Hezbollah.
O Eliseu sublinhou que os militares da UNIFIL, que “estão a cumprir as suas missões em condições difíceis e a apoiar a entrega de ajuda humanitária ao sul do Líbano, não devem, em circunstância alguma, ser alvo de ataques”.
O Hezbollah, que se opõe firmemente às conversações previstas entre o Líbano e Israel, rejeitou qualquer responsabilidade na emboscada que vitimou o soldado francês.
O episódio insere-se num padrão mais amplo de incidentes envolvendo posições da UNIFIL, que têm sido repetidamente atingidas ao longo dos combates, tanto por forças israelitas como por elementos ligados ao Hezbollah.













