O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, avisou hoje que as tropas israelitas têm instruções para usar “toda a sua força” se forem alvo de qualquer ameaça no Líbano, apesar do cessar-fogo em curso.
De acordo com a agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP), o governante também afirmou, num evento na Cisjordânia ocupada, que o exército recebeu ordens para “destruir as casa nas aldeias próximas da fronteira que servem, de todas as maneiras, de postos avançados terroristas do Hezbollah e ameaçam as comunidades israelitas.
A situação permanece muito instável no Líbano, onde um frágil cessar-fogo entrou em vigor na quinta-feira, anunciado por Washington após uma reunião, no início da semana, entre os embaixadores libanês e israelita nos Estados Unidos, o primeiro encontro deste tipo em décadas.
O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah retomou os ataques contra Israel, em 02 de março, após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado e financiador do grupo xiita libanês.
No mesmo dia, as autoridades libanesas proibiram as atividades militares do Hezbollah, após vários meses em que procuraram desarmar o grupo, que, no entanto, recusa entregar o seu equipamento militar enquanto o país estiver sob ameaça de Israel e não cessou os seus ataques aéreos contra o país vizinho.
Em resposta, as forças israelitas desencadearam uma vasta operação militar no Líbano, através de bombardeamentos intensivos alegadamente contra alvos do Hezbollah, a par da expansão das posições terrestres que já ocupavam no sul do país.
Em declarações feitas no sábado, o líder do Hezbollah prometeu retaliar contra os ataques israelitas no Líbano.
“Um cessar-fogo significa a cessação completa de todas as hostilidades. Como não confiamos neste inimigo [Israel], os combatentes da resistência permanecerão no terreno, prontos para disparar, e responderão a quaisquer violações”, garantiu Naim Qassem num comunicado lido na televisão, acrescentando que uma trégua não pode ser unilateral.
O líder do Hezbollah afirmou que a forma como “os Estados Unidos estão a impor o seu texto e a falar em nome do Governo libanês” é um insulto ao Líbano.
MBA (SBR/HB) // MAG











