Médio Oriente: Hezbollah nega envolvimento em ataque que matou militar francês

O grupo xiita libanês Hezbollah negou hoje ter estado envolvido no ataque contra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), no qual morreu um militar francês e outros três ficaram feridos, dois em estado grave.

Executive Digest com Lusa

O grupo xiita libanês Hezbollah negou hoje ter estado envolvido no ataque contra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), no qual morreu um militar francês e outros três ficaram feridos, dois em estado grave.


“O Hezbollah não teve qualquer ligação ao incidente ocorrido com a FINUL”, garantiu o grupo financiado pelo Irão, num comunicado citado pela agência de notícias francesa, Agence France-Presse (AFP).


Na nota, o Hezbollah pede ainda “prudência (…) antes de se atribuir responsabilidades em relação ao incidente, enquanto se aguardam os resultados do inquérito do Exército libanês”.


O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou hoje na rede social X que “tudo aponta para que a responsabilidade do ataque seja do Hezbollah”, tendo exigido às autoridades libanesas que “detenham imediatamente os culpados e assumam as suas responsabilidades juntamente com a FINUL”.


Pouco depois, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, condenou o ataque no sul do país e anunciou uma “investigação imediata” com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do incidente e exigir responsabilidade aos autores.

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A direção do Exército condenou igualmente o ataque ocorrido na zona sul de Ghanduriyah, no qual homens armados não identificados abriram fogo contra a FINUL, segundo uma nota citada pela AFP.


A vítima mortal é um sargento-chefe do 17.º Regimento de Engenheiros Paraquedistas de Montabaun, Florian Montorio, revelou Emmanuel Macron.


O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah retomou os ataques contra Israel a 02 de março, após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado e financiador do grupo xiita libanês.

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No mesmo dia, as autoridades libanesas proibiram as atividades militares do Hezbollah, após vários meses em que procuraram desarmar o grupo, que, no entanto, recusa entregar o seu equipamento militar enquanto o país estiver sob ameaça de Israel e não cessou os seus ataques aéreos contra o país vizinho.


Em resposta, as forças israelitas desencadearam uma vasta operação militar no Líbano, através de bombardeamentos intensivos alegadamente contra alvos do Hezbollah, a par da expansão das posições terrestres que já ocupavam no sul do país no conflito anterior.


Segundo o balanço mais recente das autoridades de Beirute, nos últimos 45 dias registaram-se 2.294 mortos, incluindo 274 mulheres, 177 crianças e 100 profissionais de saúde e socorristas, 7.544 feridos e acima de um milhão de deslocados.



IB (MBA/HB) // MAG

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